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24.9.13

FOI DAS MAIS COVARDES A AGRESSÃO AO FRANZINO SENADOR DO PSOL

O franzino Randolfe jamais seria um Davi à altura...
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi de covardia extrema ao agredir com um soco na barriga o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), visivelmente sem porte físico para encará-lo de igual para igual. Bater em homens mais fracos, mulheres, crianças ou idosos é animalesco. É indigno. É desonroso. É repulsivo. Ponto final.

Um grande amigo espanhol me contou que, ao chegar no Brasil em meados do século passado, ficou estarrecido com as brigas de rua em que vários espancavam um só. 

Na sua terra ficariam malvistos se agissem assim. Fossem quantos fossem, iam um de cada vez confrontar o desafeto. Os demais assistiam sem interferir.

Mas, tais posturas altaneiras são características de homens de verdade. Não dos Bolsonaros da vida.
...deste bestial Golias.

Só não sei o que integrantes da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, parlamentares e representantes do Ministério Público foram fazer no 1º Batalhão de Polícia do Exército, em que funcionava o DOI-Codi/RJ. Foi quando Bolsonaro, que não fazia parte do grupo, tentou impor sua presença na base da porrada.

A alegada verificação in loco da viabilidade da montagem de uma espécie de museu da ditadura no local não convence. 

Isto faria sentido numa instalação desativada e com entrada independente, como o antigo Deops de São Paulo, transformado em Memorial da Resistência. Não no interior do que continua sendo um quartel e precisa manter normas elementares de segurança.

O trabalho das comissões da verdade está definido no próprio nome: resgatar e disponibilizar a verdade. Fazer provocações pueris está fora do seu foco.

É inaceitável que continuem sendo engolidas as explicações evasivas e desculpas esfarrapadas dos militares com relação, p. ex., aos guerrilheiros do Araguaia que eles executaram a sangue-frio e em cujos restos mortais deram sumiço. Aí sim seria necessária mais firmeza, principalmente por parte da Comissão Nacional da Verdade --que tem reais poderes para comprar tal briga, deles fazendo uso pífio.

Mas, que contribuição real traz às investigações uma visita à famigerada ala nos fundos do quartel da Tijuca (as dependências do Pelotão de Investigações Criminais, que também usava muita violência para apurar as transgressões e delitos cometidos por integrantes do Exército, foram cedidas durante alguns anos ao DOI-Codi, para o encarceramento e torturas de presos políticos)? Há algo relevante a ser buscado ali, quatro décadas depois? Evidentemente, não.

Foi onde sofri as piores sevícias e quase enfartei com a idade de 19 anos. Mas, nem de longe o ocorrido nesta 2ª feira (23) me serve como desagravo. Continuo, isto sim, esperando que as comissões acrescentem algo de novo ao que já sei sobre o martírio de companheiros queridos. 

E que as famílias de alguns deles recebam, afinal, suas ossadas para sepultarem.

23.9.13

O MAIOR TRUQUE DO DIABO É FINGIR QUE NÃO EXISTE

Quando um inimigo figadal deita falação que de alguma forma favorece as nossas causas, como devemos proceder? Espalhando aos quatro ventos para colhermos benefícios imediatos, como fazem os propagandistas em geral? 

Não. Mais sensato é refletirmos profundamente, tentando decifrar o porquê desse seu posicionamento inusitado. E, em seguida, pesarmos os prós e contra de levantarmos a bola do personagem em questão.

É o que os defensores virtuais do Zé Dirceu não fizeram no caso da entrevista de Ives Gandra Martins ao jornal da ditabranda (vide aqui).

Quem é Gandra? 

Nada menos do que o principal expoente do Opus Dei no Brasil. Como tal, participou inclusive da campanha presidencial de Geraldo Alckmin, membro dessa sociedade ultra-arqui-super-mega-reacionária de fundamentalistas católicos (que se tornou influente, em primeiro lugar, na Espanha, onde praticamente se fundiu ao governo do ditador Francisco Franco). 

Por que Gandra aparece tanto na mídia opinando sobre grandes temas nacionais e posando de eminente jurista? Única e tão somente devido à enorme influência do Opus Dei na grande imprensa. Pois, na verdade, ele não passa de um advogado tributarista. Sua expertise é na área de ensinar os ricaços a tourearem o Fisco e socorrê-los quando acusados de sonegação. 

Para não gastar muita vela com mau defunto, recorro às sólidas avaliações do Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que qualificou Gandra de "uma  personalidade  ligada à ditadura, ao latifúndio e aos setores mais reacionários", defensor de "tudo o que é há de mais retrógrado e conservador na sociedade brasileira". Nada a acrescentar.

Então, o que levaria tal personagem a alinhar-se com Zé Dirceu?

Como identificação política não há, a hipótese mais plausível está neste trecho da entrevista:
"Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela --e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco".
Ou seja, o interesse do Gandra no assunto seria apenas profissional: ele teme que "todos os executivos brasileiros" comecem a ser condenados pelos delitos econômicos que atiram nas costas de seus subalternos quando a m... fede, fingindo nada saberem, como perfeitos anjinhos que são... 

Na condição de um dos principais patronos de tais executivos, que recebe régios honorários para livrá-los de multas e da prisão, faz sentido Gandra querer detonar a  teoria do domínio do fato  a qualquer preço, nem que seja preciso somar forças com um antípoda ideológico.

Como fez todo sentido ele recentemente esbravejar contra a derrubada da proposta de emenda constitucional  que enfraqueceria a investigação dos crimes do colarinho branco.

Tudo isto ponderado, vale a pena darmos quilometragem ao blablablá do Gandra neste assunto, sabendo que no próximo artigo ou entrevista ele estará provavelmente lançando outra de suas diatribes coléricas contra valores e posições de esquerda?

Não. Mil vezes não!

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21.9.13

CANDIDATURA DE CAMPOS AGREGA SIMBOLISMO À CAMPANHA SUCESSÓRIA

Campos flerta com o empresariado. O que Arraes diria?
A eleição presidencial de 2014 poderá incluir uma batalha dos netos: o do comunista Miguel Arraes (Eduardo Campos, PSB) contra o do conservador Tancredo Neves (Aécio Neves, PSDB).

O primeiro avô, um bravo guerreiro, resistiu como pôde aos golpistas de 1964. 

O segundo avô é suspeito de, embora fosse oposicionista (moderado), haver tramado a derrota das diretas-já, para depois obter a Presidência da República pela via indireta. 

Político sem carisma para uma vencer uma disputa nacional nas urnas (nem de longe era páreo para Leonel Brizola), teria fechado acordo com aqueles filhotes da ditadura dispostos a tudo para manterem-se no poder após a derrocada da dita cuja. Até de votarem contra a Emenda Dante de Oliveira e, no momento seguinte, darem uma guinada de 180º, abandonando a canoa furada dos fardados e indo ajudar o Maquiavel de Minas a ser vitorioso no colégio eleitoral.

Quando se discute a existência ou não de Deus, vem-me sempre à mente um excelente motivo para responder afirmativamente: o fato de Tancredo Neves ter ganhado, mas não levado, em 1985. Seríamos outro país se houvéssemos saído da ditadura pela porta da frente.

Mas, ter ancestral respeitável não significa que Campos vá seguir-lhe os passos. Hoje não boto a mão no fogo por personagem nenhum da política oficial.

Como o avô, Aécio não tem carisma para voos maiores
No terreno das possibilidades, assim como fui dos primeiros a perceber que Fernando Collor era mais do que um azarão em 1989, tenho a mesma intuição no caso de Campos.

Porque aquela campanha e a próxima coincidem num aspecto: o profundo desencanto popular com a estagnação dominante e com os políticos mais associados às mazelas amplamente repudiadas. Quando o povo está saturado das feias caras de sempre, tende a voltar-se para os  outsiders, ou os que aparentam sê-lo.

Collor não era, só enganava bem.

Campos também fica convincente no papel. A incógnita é se, em algum ponto do trajeto, vai honrar o legado familiar e a orientação socialista do seu partido, ou optará por ser apenas  mais do mesmo: outro esquerdista que  endireita  para tornar-se palatável aos poderosos. Seu empenho em seduzir o grande empresariado aponta na última direção.

Há espaço para ele ocupar, se tiver o beneplácito dos donos do Brasil; afinal, a safra de presidenciáveis é das mais chinfrins.

O sempre previsível Aécio Neves não está decolando e salta aos olhos que o desnorteado José Serra jamais decolará. O PSDB parece fadado a apoiar candidato de outro partido, caso haja 2º turno.

Marina Silva também não leva jeito de repetir 2010. Foi a  outsider  daquele pleito e o bom desempenho a levou a fazer planos mirabolantes, sem perceber que tais situações são únicas na vida e em quatro anos tudo muda.

Campanha de 2014 deverá ser turbulenta como a de 1989
Passado o atrativo da novidade, sobra-lhe quase nada, até porque sustentabilidade nunca foi uma grande preocupação dos brasileiros.  A Marina agora está mais para enésima reprise na sessão da tarde ou sobras requentadas servidas no jantar: não empolga ninguém.

Dilma, com seu governo opaco e sem imaginação num momento que clama por estratégias ousadas, bem fará se não considerar a reeleição como favas contadas; o meu palpite é que vá ganhar no 1º turno ou perder no 2º.

Lula seria a  bola de segurança  do PT, praticamente imbatível mesmo numa campanha que promete ser marcada por surpresas e intempéries, ao contrário das últimas. Resta saber se conseguirá tirar a batata da indicação do fogo sem queimar os dedos. 

Na minha avaliação, sua relutância em assumir-se candidato se deve ao fato de a pupila querer ardentemente a reeleição; não é do feitio de Lula entrar em divididas.

Mas, se a permanência petista no poder correr sério risco, não tenho dúvidas de que ele prazerosamente aceitará a missão de ser o  salvador da pátria.

As apostas estão abertas.

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     MÁGICA BESTA OU TIRO NO PÉ?
     UMA MÃO GANHA COM DOIS CURINGAS TIRADOS DA MANGA
     A COMISSÃO DA VERDADE TEM CONSERTO?

18.9.13

AUMENTARAM AS CHANCES DA DIREITA NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

A boa notícia para 12 condenados do processo do mensalão é que eles terão direito a novo julgamento e  talvez  escapem da prisão em regime fechado.

A péssima notícia para toda a esquerda é que os reacionários vão continuar explorando por muito e muito tempo o valioso trunfo que lhes demos de mão beijada e poderá até atrapalhar o PT na campanha presidencial de 2014.

Graças a dois ministros que moralmente estavam impedidos de votar e ficaram sob fortes suspeitas de terem feito aquilo que o Luiz Fux prometeu mas não honrou, manteve-se em cartaz um espetáculo que só serve aos interesses do inimigo, pois o cidadão comum é levado a crer que os políticos de esquerda e de direita são igualmente corruptos, tudo farinha do mesmo saco. 

Mágica besta está aí; ou tiro no pé, se preferirem. 

Como a indústria cultural serve aos interesses da burguesia e não aos nossos, é facílimo adivinhar quem vai capitalizar os  próximos e emocionantes capítulos desse novelão.  

Encerrado de uma vez por todas, o julgamento perderia importância, virando notícia velha. Já com o destino dos principais réus ainda pendente, continuará produzindo seus efeitos na opinião pública. E eles são extremamente nefastos para nós, claro!

Sou de um tempo em que os revolucionários se sacrificavam pela revolução, e não o contrário. Mas, sabe-se lá se os acusados em questão ainda se veem como revolucionários ou, tão somente, como homens do poder. 

15.9.13

VITÓRIAS ESPÚRIAS PODEM SER MAIS NOCIVAS DO QUE DERROTAS DIGNAS

Stalin saiu vitorioso da luta interna do Partido Comunista da União Soviética, na década de 1920. Mas, com seu  socialismo num só país, acabou por engendrar uma sociedade totalitária tão monstruosa que tornou execrável a imagem do comunismo  e contribuiu decisivamente para o aborto da revolução mundial, que daria um fim ao pesadelo capitalista.

Já Trotsky, o derrotado, passou à História como o profeta que, antes de todos, vislumbrou a armadilha para a qual marchavam os bolcheviques ("primeiro o partido substitui a classe trabalhadora, depois o Comitê Central substitui o partido e, finalmente, um tirano substitui o Comitê Central"); como o guerreiro que resistiu com unhas e dentes ao desvirtuamento dos ideais marxistas; e como o mártir que entregou a vida em prol do internacionalismo proletário.

Quem foi o verdadeiro vencedor? O que conquistou o poder mas, no longo prazo, seria o principal artífice de uma derrota de proporções catastróficas? Ou o que perdeu o poder, mas permanece até hoje como um grande referencial da transformação revolucionária de que a humanidade desesperadamente carece?

Foi o que levou o extraordinário historiador marxista Isaac Deutscher a discorrer sobre  derrota na vitória  e  vitória na derrota.

Infelizmente, depois das jornadas heróicas de 1968 e anos seguintes, grande parte da esquerda voltou ao maniqueísmo, utilitarismo, imediatismo e amoralidade da era stalinista.

Antes, éramos percebidos como a alternativa à putrefação moral da burguesia que, em sua atual decadência, pisoteia insensivelmente os valores nobres outrora orgulhosamente professados.

Ahora, no más!  Nas escolas, nas ruas, campos e construções somos tidos como farinha do mesmo saco.

De um lado Israel barbariza até frotilhas humanitárias e massacra sistematicamente populações indefesas, lixando-se para as sucessivas condenações na ONU e para a indignação de todas as instituições e pessoas civilizadas do planeta.

1989: o 'coroamento' da obra de Stalin
Os EUA chegam ao cúmulo de manter presos, em Guantánamo, coitadezas que sua Justiça mandou soltar, sob o pretexto de que país nenhum quer recebê-los (noutros tempos, libertaria até o próprio Bin Laden, se um tribunal assim decidisse). 

Do outro lado, Chávez introduziu o método da escalada dissimulada ao poder absoluto, subjugando pouco a pouco o Legislativo e o Judiciário com favorecimentos e intimidações. É uma fórmula bem mais afim de Maquiavel que de Marx e Proudhon. Verdadeiras revoluções proclamam seus objetivos, perseguem-nos altaneiramente e deles têm orgulho.

E, mesmo no Brasil, a política foi convertida num Oeste selvagem, com o tiroteio entre esquerda e direita passando longe de quaisquer ideais e princípios. Só importa alvejar o inimigo, mesmo que imitando-lhe as práticas mais condenáveis.

Foi como começou o  mensalão: ao invés de denunciar e combater a podridão entranhada na política brasileira (como sempre prometeu que faria), o PT optou por comprar apoios (como os partidos à direita sempre fizeram).

É injusto que só os  mensaleiros  sejam punidos, quando práticas equivalentes se repetem em todos os níveis das administrações municipais, estaduais e federal, sob o manto de uma impunidade avassaladora? É.

Mas, eles são verdadeiramente inocentes? Não. Mesmo seus mais ardorosos defensores, no fundo, sabem disto.

Foram condenados por práticas revolucionárias, que justificassem o apelo à solidariedade revolucionária? Não. Subornar a pior escória da política brasileira para garantir a maldita  governabilidade  (quantas infâmias são cometidas em seu nome!) é simplesmente indefensável do ponto de vista dos autênticos revolucionários.

Então, as pessoas ditas de esquerda que querem salvá-los a qualquer preço, enquanto o PIG martela dia e noite que mais uma vez os poderosos escaparão de cumprir pena no Brasil, o que fazem, na verdade? Matam, no cidadão comum, a esperança de que a esquerda pudesse ser diferente do lixo que a direita é.

Sem esquerda autêntica, o que sobra é uma geléia geral
Agora, o STF está prestes a retardar o desfecho de um caso que se arrasta há mais de oito anos, acolhendo os  embargos pela tangente (ou seriam saídas infringentes?) que, uma vez aberto o precedente, eternizarão os julgamentos de réus que podem contratar os melhores advogados.

E isto graças ao voto de dois ministros novatos que, como pegaram o bonde andando, estavam moralmente obrigados a abster-se de influir no resultado final, como um deles até chegou a prometer que faria

Qual um bumerangue, os benefícios que tal situação esdrúxula venha a trazer de imediato para 12 réus poderão ficar muito aquém das futuras consequências nefastas. P. ex., é ISTO que os petistas querem que esteja em evidência durante a campanha eleitoral de 2014?! 

E o artifício se evidenciará, para as pessoas capazes de enxergar um palmo à frente do nariz, como mera trapaça. Virada de mesa. Uma mão ganha com dois curingas tirados da manga.

Ou conforme escreveu, com sua elegância característica, o Carlos Heitor Cony:
"...os dois novos ministros, homens acima de qualquer suspeita, indicados recentemente por dona Dilma, nada perderiam em talento e formosura se se declarassem impedidos de apreciar a decisão de um colegiado do qual não participaram nem tiveram tempo para destrinchar os complicados labirintos que foram investigados exaustivamente pelos demais ministros... [Então] os votos que deram não deixaram de ser uma emenda no soneto que não fizeram".
Vitórias deste tipo só nos conduzem a derrotas tão acachapantes como a que o stalinismo sofreu.

Existimos para despertar a consciência dos explorados, de forma que possam tornar-se sujeitos de sua vida e da História. Não para reduzi-los ao primarismo dos torcedores de futebol, para os quais vencer é unicamente o que importa, nem que seja com gol de mão no último segundo dos acréscimos.

13.9.13

A COMISSÃO VAI RESGATAR AS VERDADES QUE FALTAM OU REPISAR AS JÁ SABIDAS?

Durante 33 anos o jornalismo foi o meu ganha pão. Poderia sê-lo até hoje, caso eu não tivesse sido vítima de dois preconceitos: contra os idosos e contra os homens de esquerda.

Vontade e pique não me faltam, mas a grande imprensa fechou suas portas para mim. O macartismo vive. 

Por força do hábito, os textos que coloco nos blogues e espalho na web têm, quase todos, jeitão jornalístico. 

Hoje optei por um caminho diferente, o de usar este espaço como um  querido diário. Sem intenção de suscitar polêmicas, mas apenas para deixar registrado meu lado da questão, tornando-o conhecido dos leitores mais próximos e constantes, vou colocar, exclusivamente nos meus blogues pessoais, o que realmente penso sobre as Comissões da Verdade.

Sempre me senti como um pai da criança que realmente conta, a Comissão Nacional da Verdade (CNV). 

Há exatos cinco anos, no dia 11/08/2008, fui dos primeiros a escrever (vide aqui) que, com a inapetência ou falta de coragem do Executivo e do Legislativo para fazerem a parte que lhes cabia, os torturadores da ditadura militar escapariam incólumes da merecida punição, estando fadada ao fracasso a tentativa de desatar o nó na Justiça. Acertei na mosca.

Então, propus que trocássemos o foco, da exigência de uma punição penal para a de uma punição moral:
  • "o reconhecimento oficial, por parte do Estado brasileiro, de que houve usurpação do poder em 1964, tendo os governos ilegítimos que se sucederam até 1985 cometido crimes generalizados e de extrema gravidade;
  • que, portanto, todos aqueles que ordenaram, autorizaram, cometeram, concorreram para ou foram coniventes com esses crimes, são criminosos aos olhos da História e da Nação brasileira".
O Estado, que só se lembrou de suas obrigações 23 anos após a redemocratização, deixaria de encarcerar ou impor penas pecuniárias a tais criminosos, primeiramente por ter sido omisso no cumprimento do dever; depois, por não fazer sentido infernizar a vida de velhos com o pé na cova. Foram monstruosos, mas jamais deveríamos tornarmo-nos menores do que somos, desumanos como não somos, só para dar-lhes o troco.

A CNV foi mais ou menos isto: o Estado abdicou da punição, mas passou a produzir uma versão oficial dos terríveis episódios dos anos de chumbo, para que as novas gerações pudessem saber, inequivocamente, o que ocorreu e por culpa de quem.    

Quais seriam suas tarefas? Basicamente duas:
  • investigar o que se passou e continuava sendo encoberto pelos criminosos, seus cúmplices e seus discípulos;
  • sistematizar tal conhecimento --o que a própria Comissão apurasse e o que já se sabia--, disponibilizando-o num relatório exemplar e eloquente.
Macaco velho, logo percebi que precisaria haver alguém com vontade de ferro no colegiado, para peitar os militares quando estes tentassem enredar a CNV num cipoal burocrático ou lográ-la com manobras dispersivas, a fim de que os esqueletos jamais saíssem dos armários; caso do Araguaia, onde, sempre que necessário, encenam belos espetáculos de busca daquilo que não querem encontrar.

Infelizmente, bravos guerreiros da sociedade civil como o D. Paulo Evaristo Arns são raros hoje em dia; e o próprio já consumiu todas as suas energias nas lutas passadas.

Então, avaliei que só ex-resistentes estariam à altura do desafio, até por conhecerem muito bem o inimigo com o qual estariam pelejando e já terem ousado enfrentá-lo uma vez. 

Foi o que me levou a apresentar minha anticandidatura à CNV, sabendo antecipadamente que não resultaria, mas apostando na possibilidade de que servisse para alavancar uma opção com verdadeira chance de tornar-se consensual: o Ivan Seixas, o companheiro que lutou como um leão para que as ossadas de Perus fossem resgatadas (cumprindo o papel de uma ponta de iceberg que levou o cidadão comum a inteirar-se de duas das práticas mais hediondas da ditadura, as execuções a sangue-frio de prisioneiros indefesos e o ocultamento de seus cadáveres).

A presidenta Dilma Rousseff, contudo, honrou a promessa que fizera às bancadas evangélicas, de não indicar antigos combatentes da luta armada para a CNV  Foi uma opção pragmática --esses novos reacionários, se sua chantagem fosse rechaçada, atrapalhariam mesmo a aprovação da lei que instituía o colegiado--, mas magoou profundamente os que lutaram contra a tirania mais bestial que o Brasil conheceu.

Vínhamos há uma eternidade combatendo a falácia dos devotos da ditadura que, não podendo negar as atrocidades perpetradas pelo regime militar, saíam pela tangente, alegando que os resistentes também incorreram em excessos. Ao excluir da CNV tanto militares quanto ex-guerrilheiros, Dilma, inadvertidamente, avalizou tal falácia.

Senti-me oficialmente colocado sob suspeição, como se fosse incapaz de realizar um trabalho desses serenamente, sem revanchismo; e como se fosse tacanho a ponto de fornecer ao outro lado trunfos para nos desqualificarem a todos. Pelo contrário, certamente seria o membro mais escrupuloso da CNV, excluindo tudo que não tivesse como provar cabalmente.

HOLOFOTES E COGUMELOS

Fiquei tão desencantado que pouco tenho escrito sobre a CNV desde a sua instalação.

No entanto, o que se pode depreender do noticiário tem sido tão deprimente que resolvi fazer, pelo menos aqui no blogue, uma avaliação sincera. Torcendo para que, de alguma forma, ajude na correção de rumos.

Como eu previa, ficou mesmo faltando um membro com vontade de ferro e com a autoridade moral de quem arriscou a vida no bom combate. Se lá estivesse alguém com tal perfil, talvez as disputas de egos não se desencadeassem com tamanha virulência, comprometendo uma missão muitíssimo maior do que as pessoas dela incumbidas.

E, claro, provavelmente haveria reação à altura quando os militares desafiassem a CNV, como fizeram no último mês de fevereiro, quando da morte do coronel Júlio Miguel Molinas, ex-chefe do DOI-Codi do Rio de Janeiro: INVADIRAM sua residência e SEQUESTRARAM seus arquivos secretos, só entregando ao colegiado, posteriormente, aquilo que bem entenderam!!!

Nunca foi tão necessário o chamado  murro na mesa, para afirmar a autoridade da CNV. Mas não havia ninguém para o dar.

Ao aparente fracasso em trazer à tona algo além do que já se sabia e de entregar às famílias os restos mortais dos seus entes queridos, soma-se, segundo uma reportagem do jornal da  ditabranda (vide aqui), uma perspectiva pouco animadora com relação ao impacto do relatório final.

É que Comissões da Verdade estão brotando como cogumelos, já tendo sido instituídas, pelo menos, 75, "em Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, universidades e até institutos ambientais".

O risco é repetir-se o que aconteceu com os grandes festivais da Música Popular Brasileira dos anos 60: quando, aos que realmente contavam (o da Record e o FIC da Globo), somaram-se dezenas de outros, desde o de música carnavalesca até o de presidiários, a saturação levou ao esvaziamento e ao desinteresse do público.

Essas dezenas de comissões menores deveriam apenas subsidiar a CNV, deixando a divulgação de seus relatórios específicos para depois que a dita cuja já tivesse lançado o ÚNICO com reais chances de repercutir intensamente.

No fundo, a finalidade mais nobre do trabalho ora desenvolvido é a de fazer novos e significativos contingentes se interessarem pelos acontecimentos dos anos de chumbo --primeiro passo para conscientizarem-se de que é imperativo precavermo-nos contra as recaídas na barbárie.

Mas, como a renúncia às satisfações de ego é pouco frequente nesta melancólica sociedade do espetáculo, na qual todos creem ser merecedores de alguns minutinhos de fama, temo que haverá, isto sim, uma competição incessante pelos holofotes.

Daí a importância de que o relatório final da CNV tenha uma redação exemplar: essencializada e capaz de informar com rigor, mas também com emoção. Se for um volume de mil páginas em tipo miúdo, escrito no linguajar árido e distanciado dos scholars, com uma infinidade de minúcias desnecessárias, só será lido por historiadores e pelos familiarizados com o assunto.

Tive boas experiências, no sentido de tornar agradável a leitura de peças de comunicação governamental, quando trabalhava na Imprensa do Palácio dos Bandeirantes. Coordenava a confecção do balanço anual de atividades do Governo paulista, desde a coleta das informações em cada Secretaria e órgão até sua consolidação num todo homogêneo. E valorizava os textos mais importantes, redigindo-os eu mesmo ou os copidescando.

Consegui convencer meus superiores que palavras demais significavam leitores de menos; os relatórios feitos no meu esquema foram os mais sintéticos até então produzidos; e, não por acaso, os mais notados e apreciados.

É algo assim que deveria ser feito pela CNV: encarar a publicação principal como uma peça de comunicação que não deve -- jamais!-- enfadar e afugentar os leitores.

Já que a massa de informações coletadas deverá ser enorme, talvez caiba detalhá-las em publicações secundárias, direcionadas a historiadores, estudiosos, pesquisadores, etc. E/ou disponibilizá-las na web, seguindo o exemplo do projeto Brasil: Nunca Mais.

Aliás, o livro-síntese daquele magnífico projeto poderá servir como paradigma para o relatório final da CNV. Inclusive quanto ao volume de informações que suas 312 páginas continham: só 5% de tudo que os grupos de trabalho reuniram.

O interesse despertado foi tão grande que até hoje existem leitores se inteirando dos 95% restantes.

9.9.13

IMPRENSA x DITADURA: "FOLHA" ADMITIU PECADOS MAIS GRAVES AINDA

Já que O Globo reconhece ter apoiado o golpe de 1964, vale lembrar que o Grupo Folha também 
fez sua  mea culpa  em fevereiro de 2011, 
quando comemorava o 90º aniversário.

Usou, contudo, o artifício de esconder tal admissão no meio de um quilométrico texto louvaminhas. Eu 
e todo mundo teríamos passado batidos, se a ombudsman não houvesse levantado a 
lebre em sua coluna dominical.

Alertado, fui atrás e encontrei a matéria em questão. Eis os trechos principais do artigo que escrevi em 27/02/2011: 

Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri',
bestialmente torturado durante 108 dias.

Suzana Singer, a ombudsman da Folha de S. Paulo, repreende o jornal por ter transformado a comemoração dos seus 90 anos de existência numa festa imodesta

Eu usaria outro adjetivo para qualificar a imagem maquilada que Calibã produziu de si mesmo para fins de efeméride, mas ombudsman que não doura a pílula deixa de ter seu mandato renovado pelo herdeirinho que manda e desmanda...

Sobre o caderno comemorativo, Singer diz algo interessante:
"É verdade que o especial de 90 anos da Folha teve (...) a coragem de explicar o apoio do jornal ao golpe militar e o alinhamento da Folha da Tarde à repressão contra a luta armada. Trouxe também críticas duras feitas pelos ex-ombudsmans. Mas foram apenas notas dissonantes [grifo meu]".
Sim, no meio da overdose de auê, passou despercebido o texto 90 anos em 9 atos, de Oscar Pilagallo, cuja principal função foi a de servir como uma espécie de álibi para quando alguém acusasse o jornal de não ter autocrítica.

Enfim, vale a pena conhecermos o que a Folha finalmente admite sobre seu passado -- embora, claro, não tenha admitido  tudo, mas, tão somente, o que já havia sido inequivocamente estabelecido por seus críticos e não compensava continuar negando.

E, claro, devemos discutir -- e muito! -- a chocante revelação de que o Grupo Folha entregou um de seus jornais a porta-vozes de torturadores como alegada retaliação a um agrupamento de esquerda que teria se infiltrado na Redação.
Mancheteando a Marcha da
Família
 às vésperas do golpe
 
"Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o 'Estado', mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais. 
...O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o 'Estado', a revista 'Veja' e o carioca 'Jornal do Brasil', que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.
...A partir de 1969, a 'Folha da Tarde' alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.
A entrega da Redação da 'Folha da Tarde' a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella...

Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da 'Folha da Tarde' à repressão contra a luta armada.

Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da Folha sempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins".
Vale destacarmos, ainda, o reconhecimento de que foi por sugestão da própria ditadura que a Folha de S. Paulo, em meados dos anos 70, passou a posicionar-se com mais independência em relação à ditadura! Seria cômico, se não fosse trágico...  
Diaféria escreveu: "O povo urina nos heróis de pedestal"
"No início de 1974, Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, foi procurado por Golbery do Couto e Silva, futuro chefe da Casa Civil do governo de Ernesto Geisel, prestes a tomar posse.
...Golbery deixou claro que ao futuro governo não interessava ter um único jornal forte em São Paulo [ou seja, o novo governo favoreceria quem disputasse leitores com O Estado de S. Paulo]. 
...uma ampla reforma editorial foi concebida e executada (...) por [Cláudio] Abramo, que trabalhava na Folha desde 1965. As páginas 2 e 3 se tornaram espaços de opinião crítica. Passaram a fazer parte da equipe editorial colunistas renomados, como Paulo Francis e, mais tarde, Janio de Freitas. 
A trajetória teve um desvio em 1977, quando, por pressão da linha dura do governo, Abramo foi afastado de seu cargo... ".
Desvio? Foi, isto sim, um fim de linha. A  primavera da Folha  acabou no exato instante em que o jornal se vergou ao ultimato militar, quando do episódio  Lourenço Diaféria x estátua do Caxias (leia a crônica que tanto irritou os militares aqui), afastando Cláudio Abramo da direção de redação e o despachando para Londres, demitindo vários colaboradores e impondo evidentes restrições aos que ficaram.

Durante cerca de três anos, a Folha teve a cara do Abramo. A partir de 1977, passou a ter a carranca do Boris Casoy. E, depois, a do Otávio Frias Filho.

7.9.13

A INDEPENDÊNCIA QUE NOS DIGNIFICARIA FOI ABORTADA EM 1789

A chance perdida de uma ruptura altaneira
Hoje é o feriado da troca de dependência. 

Temos motivos para comemorar o fim da dominação imposta e o começo da dominação consentida? 

A substituição do chicote português pela perfídia inglesa? 

O desperdício de outra das muitas oportunidades que se apresentaram para lograrmos uma verdadeira afirmação nacional? 

Temos D. Pedro I como "libertador" (as aspas são obrigatórias). Nossos  hermanos  têm Bolivar como LIBERTADOR. Pobres de nós!

"Dez vidas eu tivesse..."
Depois de 1822, continuamos fazendo a opção errada nos momentos decisivos. Até hoje.

Sempre deixando que as elites mantivessem as transições sob rígido controle, para que nada realmente mudasse.

Sempre voltando as costas ou não reconhecendo suficientemente os poucos heróis de verdade que produzimos. 

Como Tiradentes. O Dia da Pátria deveria ser o 21 de abril, não o 7 de setembro. E é ao heroico inconfidente que deveriam ser direcionadas todas as homenagens, toda a gratidão do povo brasileiro.

Como Lamarca e Marighella, estes sim  os filhos seus que não fugiram à luta, martirizando-se no bom combate. Aos três eu ergo meu brinde.

Não ao príncipe português. Jamais ao príncipe português! 

Bom feriado da troca de dependência para todos!

"Não é mais possível esta festa de medalhas..."

3.9.13

ARAPONGAS, APRENDIZES DE FEITICEIRO, ÍDOLOS TOMBADOS, ETC.

Os Estados Unidos, com extrema arrogância, recusam-se a encarar a arapongagem  que praticam sob a ótica das leis internacionais. Mesmo agora, ao serem flagrados espionando ninguém menos do que a presidenta do Brasil, deixam claro que continuarão agindo de acordo com as próprias leis e o resto do mundo que se dane. 

Da mesma forma, o presidente Barack Obama considera que só precisa do aval do seu Congresso para ordenar bombardeios à Síria. Com isto, a ONU perde a razão de existir. 

Se tivessem um pingo de dignidade, as demais nações dela se retirariam, já que seu papel é apenas de figurantes, enquanto o protagonista aplica a seu bel prazer a lei do mais forte.

* * *

Se dúvida havia sobre a perda de mandato de João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto, Pedro Henry e José Genoíno, condenados à prisão como  mensaleiros, não há mais nenhuma. A péssima repercussão da lambança perpetrada pela Câmara Federal, ao permitir que o presidiário Natan Donadon continuasse deputado, selou-lhes o destino e fechou o caixão. 

Então, se houve quem tenha livrado a cara de Donadon para abrir um precedente favorável ao quarteto, deu um formidável tiro pela culatra.

Certos aprendizes de feiticeiro de Brasília continuam ignorando os humores do cidadão comum e a capacidade da indústria cultural, de amplificar rejeições ao máximo. 

Quem é burro, pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue...

* * *

A imprensa dá destaque excessivo ao julgamento do  mensalão, como se ainda existisse algum coelho para ser tirado da cartola. 

Não há. As condenações serão confirmadas e as penas, cumpridas. A esta altura do campeonato, qualquer outra decisão deixaria a imagem do STF em frangalhos. E os ministros estão bem cientes disto.

Os advogados deram o seu showzinho, mas de antemão sabiam que nada mudaria. Os acusados jogaram fora o dinheiro que melhor fariam se tivessem guardado para pagar as multas.

É comum os revolucionários, tendo meios para escapar, não cumprirem decisões judiciais que consideram injustas. A questão é: o Zé Dirceu e o Genoíno ainda se veem como tais? 

E há outro aspecto, o da própria injustiça. Pois a opção pela fuga só se justificaria na hipótese de inocência, não na de terem sido condenados por práticas nas quais quase todos os políticos incidem sem ser punidos. 

Incomoda-me muito, admito, a perspectiva de ver o Dirceu e o Genoíno presos. O simbolismo será deprimente ao extremo. Por mais que eles tenham se distanciado dos ideais de 1968, a direita vai celebrar como uma vitória sobre os revolucionários da nossa geração.  Posso imaginar o triunfalismo estampado na capa da Veja, que tanto fez para colocar o Dirceu no pelourinho, chegando até a espioná-lo da forma mais abjeta.

Sem afirmá-lo taxativamente, o Cesare Battisti várias vezes deu a entender que, caso se tornasse inexorável sua extradição, preferiria a morte do que oferecer a cabeça para ser exibida na sala de troféus do Berlusconi. 

Mas, claro, tudo depende da convicção íntima de cada um. 

Melhor teria sido se os ex companheiros jamais houvessem superestimado seu poder e exposto o flanco de forma tão temerária. Deram sopa pro azar e estão pagando caro por isso.

* * *

Roger Federer, o maior tenista de todos os tempos, teima em continuar nas quadras quando seu momento passou. A marcha do tempo é impiedosa. 

Ter recuperado a posição de nº 1 em 2012 já foi uma moeda que caiu em pé, permitindo-lhe quebrar mais um recorde importante (o de semanas liderando o ranking da ATP), além de ampliar para 17 o número de conquistas de torneios grand slam. 

Quando foi novamente desalojado do topo, faltou-lhe humildade para reconhecer que se tratava do seu (magnífico) canto do cisne e, dali em diante, só desceria a ladeira. 

A temporada de 2013 está sendo humilhante ao extremo para ele. Quem o admira, torce para que não haja temporada de 2014. 
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