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28.5.16

26.5.16

23.5.16

FERREIRA GULLAR E SEU VERSO DE PÉ QUEBRADO SOBRE A DILMA

Gullar: visão distorcida da guerrilha.
O poeta, crítico de arte e cronista Ferreira Gullar, um dos papas do neoconcretismo, fez uma análise polêmica da personalidade de Dilma Rousseff, no seu artigo dominical intitulado Hora da Verdade:
"Atrevo-me a pensar que ela tem dificuldade em se ligar objetivamente com o mundo real. A sua participação num grupo guerrilheiro, que assaltava bancos para, com o dinheiro roubado, financiar a guerrilha, não é propriamente sinal de bom senso. Não pretendo, ao dizer isso, desconhecer a generosidade e a coragem dos que se atreveram a tal proeza, mas, a meu juízo –e como os fatos mesmos comprovaram–, tal opção estava longe da sensatez e da objetividade. 
Pois bem, minha tese é que a Dilma que optou pela guerrilha ainda está presente na Dilma de agora. Certamente não pretende desencadear um movimento armado contra o governo de Michel Temer, embora o tom de seus discursos, ao deixar o palácio do Planalto, desse a entender que sairá às ruas com seus seguidores para defender a democracia. 
E isso é que é preocupante, uma vez que a nossa democracia não está ameaçada e, sim, longe disso, funcionando plenamente, a ponto de pôr na cadeia altas figuras do mundo empresarial, acusadas de corrupção. Como a guerrilheira do passado, Dilma prefere a bravata a encarar a realidade".
Os defensores de Dilma certamente optarão pelo caminho fácil de desqualificá-lo, disparando-lhe insultos e até falsidades. É o que faz a parcela intolerante e preguiçosa da esquerda, infelizmente majoritária. Eu prefiro aprofundar a questão.

Primeiramente, lembrarei que Gullar não é nenhum reacionário empedernido ou escriba vendido à burguesia. Foi mais longe e sofreu maiores contratempos pelos ideais de esquerda do que a grande maioria dos que hoje o desprezam.
CPC da UNE encenando peça num sindicato

Em 1963, já intelectual eminente, presidiu o Centro Popular de Cultura da UNE, um marco do engajamento artístico às lutas políticas e sociais no Brasil. 

Depois, indignado com o golpe de 1964, filiou-se imediatamente ao Partido Comunista. E fundou o lendário Grupo Opinião, juntamente com Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e outros.

Em 1965 começou a sofrer prisões intimidatórias. E, em 13 de dezembro de 1968 --ou seja, no próprio dia da assinatura do AI-5--, foi um dos escolhidos para servir como exemplo do tratamento que aguardava aqueles que não se conformassem com a nova ordem. Ele, Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil [os dois últimos me antecederam na PE da Vila Militar e, mesmo não sofrendo torturas propriamente ditas, foram submetidos a grotescas humilhações, que os carcereiros faziam questão de relembrar amiúde].

Libertado, quando lhe chegaram informações dos bastidores militares, no sentido de que nova prisão era iminente, preferiu esconder-se na casa de parentes e amigos. Depois de quase um ano na clandestinidade, rumou em 1971 para a União Soviética. 

O exílio durou até 1979. Ele esteve também em Santiago, em Lima e em Buenos Aires. Foi demais. Desencantou-se com a revolução traída na URSS, com a revolução massacrada no Chile de Allende, com o projeto nacionalista que não vingou no Peru e com o peronismo agonizante na Argentina. 

Mas, o desengajamento da esquerda não o atirou nos braços do inimigo. Permaneceu um observador lúcido das mazelas brasileiras, criticando os que considera merecedores dos disparos quase sempre certeiros do seu teclado. 
Caetano teve seu cabelo raspado a zero no quartel

Parafraseando-o, atrevo-me a pensar que a derrocada do peronismo sob Isabelita Perón o preparou para antecipar e entender como poucos a derrocada do petismo sob Dilma. Os dois movimentos dependiam demais dos seus homens providenciais, Perón (que morreu) e Lula (cujo poste ganhou vida própria depois de eleita e passou a desconstruir o edifício que ele, o criador, tinha em mente). 

No entanto, mesmo tendo feito, o tempo todo, enormes restrições a Dilma (as mesmas que agora os principais dirigentes do PT lhe fazem para consumo interno), vou discordar desses três parágrafos melindrosos do Gullar.  

O PCB combateu virulentamente a opção pela luta armada, pois significou, na prática, a pá de cal na sua condição de força hegemônica da esquerda. Proibiu seus quadros de prestarem auxílio solidário a guerrilheiros em dificuldade e chegou até a publicar no seu principal jornal calúnias contra Carlos Lamarca, acusando-o de provocador a serviço da CIA.

Acredito que Gullar não tenha se deixado envolver por essa corrente de intolerância oportunística, a ponto de nos ver como inimigos objetivos da revolução. Só os fanáticos e os primários chegaram a tal extremo. Mas, como ninguém é totalmente imune a tais rolos compressores, então são ecos da postura do partidão que se percebem em sua caracterização de guerrilheira como uma pessoa carente de bom senso, com dificuldade em se ligar objetivamente com o mundo real e dada a bravatas.
Fala de Moreira Alves passara despercebida

Ora, percebe-se na sua biografia que ele não conheceu verdadeiramente o objeto de sua avaliação negativa: a partir do AI-5, quando a guerrilha se tornou a frente principal de luta contra a ditadura, ele andou preso, depois escondendo-se, depois exilado. 

Então, salta aos olhos que o perfil por ele composto não passa uma visão de quem estava fora do universo da guerrilha e, como o PCB, via na luta armada apenas um estorvo (estaria servindo para radicalizar a ditadura, como se a direita mais brucutu não estivesse disposta a tudo para atingir tal objetivo --o pretexto para o AI-5, vale lembrar, não foi nenhuma expropriação ou atentado, mas sim um discurso proferido por Márcio Moreira Alves apenas para constar na ata, durante uma sessão esvaziada da Câmara Federal).

Gullar, que atuava apenas no front cultural, aderiu ao partidão por causa da ira sagrada que a quartelada lhe causou. Outros, igualmente pouco politizados, tiveram a mesma atitude. Mas, o movimento predominante foi no sentido contrário, de militantes que abandonavam o PCB porque este capitulara sem resistência significativa a uma quartelada anunciada (todo mundo sabia que estava prestes a ocorrer).

Entre 1964 e 1968, a esquerda fervilhou: críticas e autocríticas, lutas internas, ruptura de dirigentes, debandada de quadros, criação de novas forças, desmembramentos e reagrupamentos, redefinições estratégicas e táticas, etc. 

Até então, havia uma força principal (o PCB, de linha soviética), uma secundária (o PCdoB, de linha chinesa) e grupúsculos como a Polop, a Ala Vermelha do PCdoB, etc. Depois, o estilhaçamento do partidão deu origem a dezenas de siglas que tinham algum peso (regional, principalmente); a maioria delas propondo-se a enfrentar a ditadura com mais contundência do que os  ditos burocratas do PCB o faziam.
Notáveis nas passeata dos 100 mil

Em 1968, isto se corporificou num movimento de massas capaz de grandes mobilizações como a passeata dos 100 mil e de ações mais radicais como a tomada de fábricas em Osasco, SP. E algumas ações guerrilheiras já eram desenvolvidas pela VPR e ALN, mas sem grande vulto nem real importância; os combatentes e aliados de ambas totalizariam algumas centenas e a inexperiência levou a alguns desatinos que foram depois fartamente explorados pelos serviços de guerra psicológica das Forças Armadas.

O quadro mudou quando a truculência da ditadura contra os movimentos de massa e seus líderes foi sendo levado ao paroxismo, com a tortura se generalizando e bestializando, assassinatos pipocando, ações de paramilitares fascistas grassando soltas. A escalada de radicalização foi claramente favorecida e impulsionada pela chamada linha dura da caserna, que apostava no fechamento total, enquanto parte dos golpistas civis (incluindo alguns governadores) defendiam a volta à democracia com algumas salvaguardas.

Então, quando o AI-5 tornou a resistência pacífica extremamente arriscada (se tentada a sério) ou simplesmente inócua (quando os militantes se limitavam a ações tímidas como a de deixarem em banheiros públicos panfletos que os cidadãos comuns tinham medo de apanhar), os militantes que não se resignaram a abdicar da luta foram engrossar as fileiras da luta armada. Não por falta de bom senso, aturdimento ou voluntarismo desmedido, mas sim por ser a alternativa que restava para os que não se conformavam em viver debaixo das botas, à espera de dias melhores que sabia-se lá se e quando chegariam.
Dilma: vocação para tecnoburocrata.

sensatez e a objetividade levaram Gullar ao exílio. Como não tinha perfil de combatente, é quase certo que sua permanência por aqui de pouco nos serviria, sendo mais uma preocupação do que uma ajuda. Deveria, contudo, demonstrar mais respeito por aqueles que ficaram, lutaram, sofreram e morreram. 

Quando penso nos muitos companheiros valorosos que entregaram a vida pela causa e em outros tantos que até hoje carregam graves sequelas físicas e emocionais, é revoltante ler suas elucubrações a respeito de um ambiente que jamais conheceu.

Mesmo porque, se assim não fosse, saberia que Dilma não era a personificação da guerrilheira e sim uma militante mais afeita às lutas pacíficas, tanto que, no racha da VAR-Palmares, posicionou-se frontalmente contra a tendência que, com Lamarca à frente, conferia máxima prioridade à guerrilha. 

E, no poder, deu para percebermos claramente que ela agiu muito mais em consonância com as teses do nacional-desenvolvimentismo da década de 1950 (que privilegiava o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, cumprindo o papel que antes competia à chamada burguesia nacional) do que com a luta de classes marxista. Daí ter sido tão refratária à organização autônoma do povo e favorecer tanto a cooptação de líderes e satelização dos movimentos por parte do Executivo.

Para quem participou intensamente da efervescência de 1968 e estava no turbilhão dos anos de chumbo, o que ocorreu com a Dilma não constituiu novidade nenhuma: foram muitos os idealistas nos quais o espírito da época baixou e que fizeram então o que nunca mais fariam. 
A criatura destruiria o criador. Shelley explica.

Assumiram posições e ingressaram em organizações radicais demais para seu temperamento; depois, com a volta à calmaria, foram encontrando seus verdadeiros nichos.

A vocação de Dilma, p. ex., era a de ser uma tecnoburocrata, tanto que aí acabou chegando; melhor Lula faria se a tivesse deixado permanecer na sua praia. 

Ele cometeu um crasso erro de avaliação, que foi catastrófico para si próprio, para o PT, para a esquerda brasileira e para o nosso povo sofrido.

22.5.16

20.5.16

Náufrago da Utopia: O MUNDO ESTÁ PRENHE DE REVOLUÇÕES

Náufrago da Utopia: O MUNDO ESTÁ PRENHE DE REVOLUÇÕES: A alternância de fases de expansão e retração econômicas marca o capitalismo desde o seu início. Segundo Marx, isto se deve a seu pe...

19.5.16

A ESQUERDA NA ENCRUZILHADA: OU VOLTA A SER REVOLUCIONÁRIA OU SE TORNARÁ 'ESQUERDA PLUNCT-PLACT-ZUMMM'.

Uma semana depois do afastamento de Dilma Rousseff o panorama é desalentador. O teor das críticas contra a nova administração, que jorram em profusão na internet e até na grande imprensa, nos leva à melancólica conclusão de que um governo como o do Partido dos Trabalhadores era o ideal para a maioria dos que hoje se enxergam como esquerdistas, com a única ressalva de que precisariam ser excluídas a roubalheira e a política econômica desastrosa.

É um paradoxo: todos constatam a mediocridade rasteira e a cupidez espantosa dos políticos profissionais mas, ainda assim, mantêm a crença no Estado e nos podres Poderes da democracia burguesa! Faz-me lembrar o refrão de uma canção menos marcante (*) da era dos grandes festivais de MPB: "Gente que perde os filhos seus/ Mas mesmo assim não perde a fé em Deus"...

Querem que negros e mulheres tenham suas cadeiras ministeriais e que o mecenato governamental continue sendo amplamente praticado na cultura, nem sequer nos dando obras-primas como retorno (quanta coisa boa já se fez nas artes longe das tetas estatais!); e isto durante a pior recessão brasileira de todos os tempos! Socorrer os 11 milhões de desempregados e suas sofridas famílias não deveria ser uma preocupação muito maior neste exato instante?

Alguém se dá conta de como vivem os pobres deste ainda miserável país? 

Da penúria que já era terrível e tem aumentado acentuadamente nos últimos tempos? 

Da precarização cada vez maior do trabalho, assustando os trabalhadores e tornando-os mais e mais mais submissos aos desmandos patronais?

Da incrível ruindade e insuficiência dos serviços de Educação, Saúde e transporte coletivo a que estão sujeitos dezenas de milhões de brasileiros, aqueles que não têm como bancar escola particular, convênio médico e carro próprio? 

De que só 48% dos brasileiros contam com coleta de esgoto e só 38% dispõem de tratamento de esgoto? [Saberão quão frequente é a queda de crianças  nos córregos imundos, com riscos enormes para sua vida e sua saúde?] 

Da insegurança permanente em que nossa gente vive, ameaçada pela bandidagem armada até os dentes e por uma polícia tão truculenta quanto ineficiente, a ponto de ambos os contingentes inspirarem idêntico terror na população? 

Da vida de cão que os aposentados, em sua maioria, levam?

Mas, a superestrutura ideológica importa muito mais para esses filhos domesticados de Marx do que a realidade crua da luta de classes. Por mais que resmunguem e radicalizem na retórica, para eles o capitalismo é suportável

Se conhecessem os grotões longínquos, ou mesmo a periferia de nossas metrópoles, saberiam quão insuportável a exploração do homem pelo homem se tornou e como é premente sua substituição por um regime que priorize o bem comum em lugar da ganância, de forma que os avanços das forças produtivas passem a beneficiar a toda a população brasileira ao invés de alavancarem o contínuo incremento da desigualdade econômica!

Então, inexistindo uma reação por parte dos que ainda sejam capazes de reconhecer um fracasso retumbante quando ocorre sob seus narizes, não haverá um processo de crítica e autocrítica profundo como o de 1964, que mudou a face da esquerda da época. Aquela capitulação sem luta teve a consequência que se impunha; a atual, nem de longe está tendo.

Se  a ênfase continuar sendo a de repisarmos como o inimigo é horroroso ao invés de aprofundarmos a discussão sobre os erros que nosso lado cometeu no processo de entregar-lhe a Presidência da República numa bandeja,  só uns poucos se compenetrarão da nocividade da política de conciliação de classes e da ilusão de que as mudanças cruciais para o povo brasileiro possam ser engendradas na Praça dos Três Poderes.

Assim como não se discutirá se é sensato apostarmos todas as fichas num partido de massas forte, desacompanhado de uma vanguarda apta para tangê-lo em direção a objetivos maiores do que o mero gerenciamento do capitalismo com o consentimento dos capitalistas (cancelável a qualquer momento), sem jamais questionarmos a essência da dominação burguesa nem ressaltarmos a absoluta necessidade de irmos paralelamente construindo um poder popular; afinal, seria deselegante assustarmos os companheiros banqueiros (como o Luís Carlos Trabuco) e as companheiras ruralistas (como a Kátia Abreu).

Continuaremos, portanto, esquecidos de que é nas escolas, nas ruas, campos e construções que temos de nos fazer cada vez mais presentes, acumulando forças para a transformação em profundidade da sociedade brasileira.

E seguiremos patinando sem sair do lugar, condenados a assistir sempre ao mesmo filme: a alternância de governos que imporão rigidamente a supremacia dos valores e interesses capitalistas, até as tensões sociais começarem a se tornar insuportáveis, quando serão substituídos por governos menos impiedosos, que vão afrouxar os parafusos por algum tempo, até sobrevir uma grave crise econômica e as tensões sociais começarem novamente a se tornar insuportáveis, pavimentando o terreno para a volta da austeridade e do conservadorismo, e assim por diante. 

Parafraseando o eterno Raulzito,  caso nem agora reassuma as bandeiras revolucionárias, a esquerda brasileira se tornará, definitivamente, uma esquerda plunct-plact-zummm: por ter esquecido aonde queria chegar, já não vai a lugar nenhum!

Náufrago da Utopia: DALTON ROSADO: "DUAS PROPOSIÇÕES DE COMBATE AO CAP...

Náufrago da Utopia: DALTON ROSADO: "DUAS PROPOSIÇÕES DE COMBATE AO CAP...: Por Dalton Rosado (ou: princípios que devem nortear a  construção de uma nova sociedade ) Projetar uma nova forma de organização s...

17.5.16

O blogue NÁUFRAGO DA UTOPIA abre o debate sobre a REFUNDAÇÃO DA ESQUERDA

O blogue Náufrago da Utopia está priorizando a discussão de questões inerentes à refundação da esquerda e à fase de defensiva estratégica na qual acabamos de ingressar. 

Um agudo processo de crítica e autocrítica hoje é simplesmente imperativo, pois a derrota que acabamos de sofrer foi, em muitos aspectos, pior ainda do que a capitulação sem luta de 1964.

A reaglutinação de forças deve marchar paralelamente com a depuração moral, pois não conseguiremos reconquistar o respeito do cidadão comum se nossa imagem continuar associada à daqueles que, comprovadamente, tenham utilizado a atuação política para, de forma ilícita, perseguir objetivos pessoais como o enriquecimento e a conquista de status.

E, claro, como não adianta repetirmos o que deu errado na esperança de que na vez seguinte dê certo, temos de discutir quais as novas estratégias e táticas a serem adotadas, para substituírem as que chegaram ao esgotamento na atual década.

O espaço está aberto para todos que tenham contribuições pertinentes a oferecer, com este foco: o que vínhamos fazendo de errado e como deveremos agir daqui para a frente? 

mais do mesmo, evidentemente, não será bem-vindo, pois foi ele que nos reconduziu ao ponto de partida, obrigando-nos a começar de novo a lenta e longa trajetória para empurramos a pedra até o topo da montanha.
CELSO LUNGARETTI
OS IDEAIS REVOLUCIONÁRIOS SÃO A BÚSSOLA PARA UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA 
E LIVRE. JÁ OS GOVERNOS VÊM, VÃO E NADA MUDA...
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Em 1967, aos 16 anos, fiz minha opção definitiva pelos ideais de esquerda, que eu inicialmente identificava apenas com o marxismo.

A única mudança importante nas minhas convicções ideológicas, desde então, foi ter saído dos cárceres da ditadura convencido de que nada, absolutamente nada, justificava o esmagamento do indivíduo pelo Estado, que eu e meus companheiros sofrêramos na pele... (continua aqui) 

MÁRIO SÉRGIO CONTI
REINA A PAZ EM BRASÍLIA
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A direção do PT começou uma discussão que deverá ser encarniçada. O objetivo imediato é decidir o que fazer diante da situação aberta pela queda da presidente. Isso implica, porém, fazer um balanço da experiência do partido em 13 anos de poder, sobretudo dos últimos tempos.

Dada a natureza do governo interino, e da sem-cerimônia com que ele viola a vontade popular expressa nas urnas, é fácil denunciar a nova ordem. Difícil será dizer o que fazer se Dilma for reconduzida ao Planalto. A sua presidência tenderá a ruir de novo –caso volte a governar como fazia desde que foi eleita. Não basta dizer Fora, Temer.

Nem isso Dilma disse, aliás, no seu discurso de despedida... (continua aqui)

CELSO LUNGARETTI
AS LIÇÕES DA DERROTA E O 
QUE FAZERMOS DORAVANTE
.
O jornalista Bernardo Mello Franco é um dos muitos críticos do último governo do PT que veem consequências sinistras na queda de Dilma Rousseff: "A posse de Michel Temer deve marcar a mais brusca guinada ideológica na Presidência da República desde que o general Castello Branco vestiu a faixa, em abril de 1964. Após 13 anos de governos reformistas do PT, o país passa ao comando de uma aliança com discurso liberal na economia e conservador em todo o resto".

Por um dever de coerência, todos que pretendemos contribuir para a emergência de uma sociedade que concretize os melhores anseios da humanidade através dos tempos –a justiça social e a liberdade– tivemos de repudiar o que o Governo Dilma se tornou... (continua aqui)

DALTON ROSADO
HUMANIZAR O CAPITALISMO SERIA COMO

ADMINISTRAR O DIABO E SEU TRIDENTE

O escritor francês Thomas Piketty, autor do livro O capital no século XXI, um best seller mundial, faz uma análise estatística da concentração mundial da riqueza sob o capitalismo; sobre a falência dos serviços públicos; sobre a insolvência do sistema financeiro; da dívida pública; e por aí vai, para concluir que “o capitalismo é um beco sem saída”. 

Entretanto, as soluções por ele propostas, tais como “taxação de grandes fortunas e propriedades globais”, que vêm encantando a esquerda, situam-se dentro do espectro antigo no qual se tenta humanizar o capitalismo, como se nós pudéssemos administrar o diabo e seu tridente como um mal necessário.

A questão fundamental que se coloca na atualidade foi pouco percebida pelos inimigos do capitalismo de todos os tempos, inclusive pelos marxistas-leninistas... (continua aqui)

CELSO LUNGARETTI
O COMPROMISSO DOS REVOLUCIONÁRIOS 
COM A CIVILIZAÇÃO
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Asurgirem, tanto o marxismo quanto o anarquismo prometiam conduzir a humanidade a um estágio superior de civilização.

A proposta de ambos era a de um melhor aproveitamento do potencial produtivo existente, direcionando-o para a promoção da felicidade coletiva, ao invés de desperdiçá-lo em privilégios para uns poucos e parasitismo generalizado.

A hipótese anarquista nunca foi testada: não houve país em que cidadãos livres organizassem a economia e a sociedade sem a tutela do Estado.

A hipótese marxista não foi testada da forma como seus enunciadores previam: em países cujas forças produtivas estivessem plenamente desenvolvidas  (continua aqui)

MARCOS NUNES FILHO
"O PT SÓ BENEFICIOU A POPULAÇÃO POBRE E TRABALHADORA QUANDO NÃO PRECISOU CONTRARIAR  NENHUM GRANDE INTERESSE"

Lula tentou sem sucesso provar que era possível conciliar trabalho e capital. Não existe capitalismo humano: ele sempre será predador e monopolista. 

Na ideologia pseudo-distributiva do PT, os beneficiários do Bolsa Família receberam a sua pequena quota do orçamento, e foi feito um grande alarde propagandista desta boa ação. Mas o que não se propagou foram os beneficiários dos juros altos, os empréstimos do BNDES, as isenções fiscais... (continua aqui)

CELSO LUNGARETTI
O LEGADO DA SOCIEDADE ALTERNATIVA
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No início dos anos 80, quando trabalhava em revistas de música, tive uma breve amizade com o Raul Seixas.

O que nos aproximou foi termos ambos 1968 como referencial maior de nossas existências. 

Canções tipo "Metamorfose Ambulante", “Tente Outra Vez”, "Cachorro Urubu" e "Sociedade Alternativa" lavavam minha alma, num momento em que a velha esquerda rabugenta se reconstruía, passando como um rolo compressor sobre os sonhos da  geração das flores.

De papos sóbrios e etílicos que tive então com o Raulzito, posso dizer que o lance da sociedade alternativa era... (continua aqui)

DALTON ROSADO
É NISSO QUE DÁ...
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Quando me sentei da cadeira de secretário de Finanças da Prefeitura de Fortaleza, ainda na metade dos anos 1980 (antes da Constituição de 1988, portanto), as despesas correntes da Prefeitura somavam 120% das receitas. 

Mas, a prefeita Maria Luíza tinha de cumprir as nossas promessas de campanha, tais como piso salarial para os professores e demais categorias profissionais cujos salários defasados vinham sendo corroídos ainda mais pela inflação da era Sarney, do PDS/PMDB; precisávamos repassar o duodécimo da Câmara de Vereadores mensalmente, sob pena de cassação do mandato; e, ainda sofríamos a perseguição por sermos a primeira prefeitura importante do PT, ainda por cima gerida por uma mulher (a primeira Prefeita de uma capital da história do Brasil).

Eu me perguntei: qual a utilidade que existia em assumirmos uma prefeitura como a de Fortaleza...
 (continua aqui)

Náufrago da Utopia: "A DERROTA FOI TÃO FUNDA QUE A EXISTÊNCIA MESMA DO...

Náufrago da Utopia: "A DERROTA FOI TÃO FUNDA QUE A EXISTÊNCIA MESMA DO...: Na série de textos que vimos publicando como contribuição para o fundamental debate sobre a refundação da esquerda, não poderia faltar ...

14.5.16

Náufrago da Utopia: "O PT SÓ BENEFICIOU A POPULAÇÃO POBRE E TRABALHADO...

Náufrago da Utopia: "O PT SÓ BENEFICIOU A POPULAÇÃO POBRE E TRABALHADO...: Mineiro de Argirita, o aposentado Marcos Nunes Filho reside atualmente em Muriaé. Poeta e autodidata, ele mantém o blogue PT - crítica e ...

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Náufrago da Utopia: MEFISTÓFELES E A RESPONSABILIDADE FISCAL DO PRESID...: M efistófeles, no Fausto  de Goethe, encarnava o diabo, que com suas promessas de vida faustosa, mas ilusória, encobria a tragé...

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Náufrago da Utopia: O COMPROMISSO DOS REVOLUCIONÁRIOS COM A CIVILIZAÇÃ...: Os comunistas Friedrich Engels e Karl Marx... A o surgirem, tanto o marxismo quanto o anarquismo prometiam conduzir a humanidade a um...

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Náufrago da Utopia: TEMOS DE COMEÇAR DE NOVO A EMPURRAR A PEDRA PARA O...: C onforme já antecipara neste artigo , assumo como minha tarefa fundamental, no futuro imediato, colocar em discussão, contribuindo para ...

12.5.16

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Náufrago da Utopia: ELA SE FOI. SERÁ O FIM DA ERA PT?

Náufrago da Utopia: ELA SE FOI. SERÁ O FIM DA ERA PT?: O governo de Dilma Rousseff foi interrompido por uma goleada de 55x22 no Senado, depois da outra  (367x137) que sofrera na Câmara Fe...

11.5.16

PARA DILMA, HOJE É 'EL DIA QUE NO ME QUIERAS'...

Dilma Roussett vive seu dia que no me quieras.

As rosas não se engalanarão para ela nem vão exibir-lhe suas melhores cores. 

E nenhuma estrela sentirá ciumes ao vê-la passar (já não mais descendo a rampa —Lula caridosamente lhe explicou que o povo antes levaria na galhofa do que se comoveria com tal simbolismo—, mas, ainda assim, caindo... despencando do pedestal no qual não conseguiu se manter, tanto por culpa de circunstâncias adversas quanto de sua crassa incompetência, pois salta aos olhos que ela deu substancial contribuição para a própria desgraça).

Também o PT, invertendo o título e o sentido da canção de Luis Miguel que Carlos Gardel interpretava como ninguém, vive seu dia que no me quieras, mais melancólico ainda que o de Dilma.

Pois, em 13 anos e quatro meses no poder, conseguiu frustrar, uma a uma, as esperanças que despertou.

Tinha como missão defender os explorados, mas se tornou cúmplice dos exploradores em vários sentidos, inclusive o do Código Penal.

Cabia-lhe assegurar a governabilidade com a força de suas convicções e a mobilização dos homens de bem, mas achou mais fácil compactuar com a fisiologia e a traficância.

Deveria conduzir os coitadezas para participarem do banquete dos opulentos, mas os colocou ao pé da mesa, recebendo apenas as migalhas que os pantagruéis do capitalismo deixavam escapar pelos cantos da boca.

Estava comprometido com a preservação do nosso patrimônio natural, mas vendeu sua alma ao agronegócio (e as gerações futuras que se danem!).

Tinha uma pauta de modernização dos costumes e fim de preconceitos, mas precisava dos votos das bancadas evangélicas.

Era herdeiro dos heróis e mártires da luta contra a ditadura, mas não ousou inculpar os ogros do passado, nem mesmo quando cortes internacionais o exigiam. 

Prometeu diferenciar-se do regime militar não mentindo para o povo nem o manipulando, mas acabou cometendo o pior estelionato eleitoral brasileiro de todos os tempos.

De tanto jogar fora suas bandeiras, ficou sem nenhuma proposta positiva para conquistar os corações e mentes dos eleitores, daí só lhe terem restado os trunfos negativos: o alarmismo falacioso, a satanização dos adversários e a exacerbação do ódio. 

Mas, quem ganha eleições erigindo todos os opositores (inclusive os de seu próprio campo) em inimigos a serem moralmente exterminados, tem, depois, de governar um país despedaçado. 

Foi o que Dilma não conseguiu fazer, por lhe faltarem aptidões para tarefa tão delicada e porque sua índole autoritária a levava a tentar sempre resolver os problemas com os berros e murros na mesa característicos de uma gerentona.

A pá de cal foi tentar fazer a economia, numa conjuntura internacional já desfavorável para o Brasil, pegar no tranco, recorrendo às anacrônicas receitas do nacional-desenvolvimentismo da década de 1950 (o Estado, e não o povo, é o deus de Dilma). 

Ao se dar conta do desastre que seu primeiro governo engatilhou, perdeu a cabeça e tentou desfazer o malfeito rendendo-se incondicionalmente à ortodoxia econômica da direita. Nem isto conseguiu e seu segundo governo derreteu.

Como nações não se suicidam, alguma solução institucional teria de ser encontrada para afastá-la de um poder que desde janeiro de 2015 deixara de verdadeiramente exercer.

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