PESQUISAR ESTE BLOGUE

30.10.08

"PARECER BRILHANTE USTRA" REVELOU A VERDADEIRA FACE DO GOVERNO LULA

Se ainda havia dúvidas quanto ao lado para o qual pendem as simpatias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão dirimidas: entre os carrascos da ditadura de 1964/85 e suas vítimas, ele prefere os totalitários.

Isto já se depreendia de vários sinais emitidos por Lula. Como quando insinuou que, se um cidadão continua acreditando nos ideais de esquerda ao tornar-se sexagenário, é porque tem miolo mole.

Ou quando ele aceitou passivamente a nota oficial emitida pelo Alto Comando do Exército para contestar a posição do Ministério da Justiça acerca dos assassinatos de opositores políticos cometidos pelo regime militar, expressa no livro Direito à Memória e à Verdade.

Lula, ademais, consentiu numa quebra de hierarquia, pois o posicionamento dos comandantes colocara em xeque a autoridade do titular da Defesa (foi a última vez em que Nelson Jobim agiu verdadeiramente como ministro: percebendo que dele se esperava apenas a submissão à caserna, adequou-se rapidinho a tal papel).

Já o ministro da Justiça Tarso Genro, por ingenuidade ou segundas intenções, provocou novamente Lula a descer do muro, ao convocar, no final de julho, uma audiência pública para se discutir a punição dos torturadores dos anos de chumbo.

Forçado a tomar partido, o presidente o fez, como sempre, ao lado dos militares, descartando peremptoriamente qualquer iniciativa do Executivo no sentido da revogação da Lei de Anistia. Mandou a esquerda honrar seus heróis e mártires, em vez de ficar exigindo castigo para quem torturou os heróis e executou os mártires.

Finalmente, semanas atrás, o ministro das Minas e Energia Edison Lobão não teve pejo em fazer rasgados elogios aos governos dos generais, colocando até em dúvida se constituíam verdadeiramente uma ditadura. Como ninguém o admoestou, presume-se que estivesse autorizado a dizer o que disse.

Então, o caso da Advocacia Geral da União (AGU) está longe de ser um episódio isolado. É apenas uma expressão mais acintosa da guinada à direita em curso no Governo Lula.

O "PARECER BRILHANTE USTRA" - Desconversas à parte, o que houve agora foi simplesmente isto: a União assumiu a defesa dos ex-comandantes do DOI-Codi/SP, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel, no processo que lhes-é movido pelos procuradores federais Marlon Weichert e Eugênia Fávero.

Os procuradores pleitearam a responsabilização pecuniária desses militares da reserva pelas mortes e sevícias ocorridas durante o período de 1970/76, quando estiveram à frente daquele centro de torturas. Ou seja, que fossem declarados culpados pelos crimes e práticas hediondas cometidos sob seu comando e repusessem tudo que a União despendeu em reparações a suas vítimas.

Dos 6.897 cidadãos que passaram pelas garras do DOI-Codi/SP, a grande maioria sofreu as torturas de praxe (espancamentos, choques elétricos, pau-de-arara, afogamento, asfixia, etc.), acrescida de uma exclusividade do local: a cadeira-do-dragão, cujos assento e encostos para os braços e cabeça eram revestidos de metal, para aumentar a potência das descargas que a vítima, amarrada, recebia. Vladimir Herzog foi um mártir brasileiro bestialmente assassinado na cadeira-do-dragão.

A União tinha três caminhos a escolher: entrar no processo ao lado dos procuradores, permanecer neutra ou tomar a defesa dos carrascos. Fez uma escolha inconcebível e inaceitável, até porque contradiz frontalmente toda a legislação internacional subscrita pelo Brasil e as recomendações da ONU. O Governo Lula nos tornou párias da civilização, tanto que já fomos chamados a nos justificar perante a OEA (como se fosse possível explicar o inexplicável!).

Em sua defesa dos algozes, a AGU invocou a anistia autoconcedida pela ditadura no ano de 1979, que nada mais representou do que um habeas-corpus preventivo para quem sabia ter incidido em assassinatos em massa (incluindo as mortes durante as sessões de tortura e a execução a sangue-frio de prisioneiros que estavam sob a guarda do Estado), sevícias as mais brutais, sequestros (até de crianças!), estupros, ocultação de cadáveres e outras abominações.

Segundo a AGU, aquela lei colocou uma pedra definitiva sobre o assunto, nada mais havendo a se fazer. É um arrazoado que, obviamente, servirá como munição jurídica para os torturadores, em todos os tribunais a que forem conduzidos.

Talvez seja o caso de o denominarmos Parecer Brilhante Ustra, assim como um casuísmo da ditadura militar para favorecer o pior dos torturadores do Deops/SP recebeu o apelido de Lei Fleury...

TORTURA ERA REGRA, NÃO EXCEÇÃO - Esta decepcionante evolução dos acontecimentos está longe de ser inesperada, vindo ao encontro do que escrevi quando Genro e o secretário especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi promoveram aquela malsinada audiência pública.

Depois que Lula se manifestou claramente contra a revogação da anistia de 1979, Genro tentou maquilar a derrota como vitória, propondo que fossem abertas na Justiça ações contra os ex-torturadores, sob a acusação de terem cometido crimes comuns. Segundo ele, as atrocidades não se tipificavam como crimes políticos e, portanto, ficavam de fora do guarda-chuva protetor da Lei de Anistia.

De imediato, eu adverti que:
* a tortura nunca fora um excesso cometido por meia-dúzia de aloprados nos porões, mas sim uma política de Estado que, embora não assumida formalmente, nem por isso deixara de ser menos efetiva, tendo sido implementada com a concordância ou a omissão de toda a cadeia de comando;
* que o atalho proposto por Genro impediria a responsabilização dos mandantes, permitindo apenas o enquadramento dos executantes;
* que daria aos acusados uma forte arma de defesa, pois eles argumentariam exatamente que estavam apenas cumprindo ordens;
* que não representaria a verdadeira justiça, ficando-se longe de passar o período realmente a limpo; e
* que o caminho judicial seria tão longo e os recursos protelatórios à disposição dos réus, tantos, que poucos deles (ou nenhum) acabariam recebendo a sentença definitiva em vida.

Audir dos Dantos Maciel morreu nesse meio-tempo. Brilhante Ustra, septuagenário, já sofreu crises cardíacas.

E as tentativas de contornar-se a Lei da Anistia, doravante, terão como adversária a União, que oficializou sua posição de endosso à impunidade dos carrascos.

Isto, claro, se não houver um recuo tático do governo, em razão do ultimato de Vannuchi (que deixará sua Pasta se a AGU não retirar o parecer) e das várias manifestações de repúdio que estão pipocando.

Mas, nada impedirá que, dentro de semanas, estejamos novamente nos chocando com a hostilidade de Lula aos ideais e valores da esquerda.

Então, já passou da hora de compenetrarmo-nos que nossas bandeiras não são assumidas pelo atual governo nem serão por ele ou dentro dele viabilizadas. Se quisermos justiça e respeito, teremos de lutar por ambos. Junto à sociedade, não nos gabinetes palacianos.

Bem melhor do que mobilizarmo-nos para derrubar um parecer da AGU, servindo como peões na luta interna do Planalto, seria agirmos de forma autonôma e contra um alvo de primeira grandeza: o entulho autoritário atrás do qual o inimigo está abrigado. A anistia de 1979 tem de ser revogada, em nome das vítimas da ditadura mais brutal que o Brasil já conheceu e de nosso auto-respeito como Nação.

Que se levante a bandeira correta, justa e necessária, de uma vez por todas!

P.S.: ver também CHEGA DE PATINHARMOS SEM SAIR DO LUGAR!, no blog Náufrago da Utopia ( http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2008/10/chega-de-patinharmos-sem-sair-do-lugar.html )

2 comentários:

marcelo victor disse...

Sr. Celso,
Com todo respeito às suas idéias (e ideais), ao ler sua a carta Aberta ao Governador de SP, tive a impressão de que suas experiências com a POLÍCIA, especificamente com a ROTA, não foram nada agradáveis.
Conceitualmente, temos problemas com a POLÍCIA quando deixamos, em algum momento, de cumprir as normas legais vigentes no país ou alguma determinação da autoridade constituída.
Claro que ninguém é ingênuo ao ponto de achar que tudo funciona exatamente como está escrito (como diz um velho ditado: “Na prática, a teoria é outra”), porém, em essência, o que está escrito é o que deveria ocorrer.
Não sei exatamente as experiências que o senhor teve, especificamente com a ROTA, pois não há, na carta, menção de fatos ocorridos com a sua pessoa, mas é importante entender o contexto em que vivemos para propor a ativação ou desativação de um instrumento que o Estado possui para cumprir determinada obrigação legal (no caso da carta, a Segurança Pública).
Pelo que transpareceu nos escritos, Sr. Celso, o senhor não está apenas magoado com as declarações constantes no site oficial do Batalhão Tobias de Aguiar, as quais exaltam o desempenho dos seus integrantes nas décadas de 60 e 70, por terem cumprido à risca as ordens emanadas pelas autoridades constituídas da ocasião (Governador de Estado, Secretário de Segurança Pública e outros).
Parece-me que se trata de algo de caráter bastante pessoal e extremamente profundo, de uma pessoa que, no mínimo, deve ter tido uma participação bastante ativa no processo, naquele período.
Aliás, aproveitando a deixa, é curioso como dificilmente as pessoas discutem as responsabilidades pelos atos que praticaram em determinado momento da história, assumindo abertamente os ilícitos em que incorreram (que para elas eram ações conceitualmente e conscientemente lícitas, é claro).
Ou seja, quando se fala em apurar os fatos prós e contras, seja direita ou seja esquerda, seja rico ou seja pobre, seja negro ou seja branco, parece que tudo acaba terminando mesmo em “pizza”, à moda da casa. Um sai pra lá, outro pra cá, outro diz que não sabia de nada, outro dá uma de maluco... e assim caminha a humanidade.
O contexto (nacional e internacional) em que se desenvolveram os fatos por certo foi relevante para as decisões e atitudes que foram desencadeadas na ocasião.
Segundo consta, pessoas “indesejáveis” foram convidadas a deixar o país (provavelmente os ricos ou aqueles que tinham “amigos” influentes), enquanto outras perderam suas vidas, teoricamente, em confronto com os órgãos de segurança legalmente constituídos (provavelmente os pobres ou os testa de ferro dos ricos “indesejados”, para não dizer “laranjas”).
Não podemos esquecer também de que, segundo consta nos livros oficiais, houve roubos a bancos, seqüestros de pessoas influentes e outros ilícitos penais, largamente perpetrados por indivíduos cognominados de “guerrilheiros” (os “terroristas” de hoje) que custaram vidas inocentes.
As entrelinhas da história estão (e pelo jeito ficarão) na memória de cada um dos seus coadjuvantes, à semelhança da “santa” inquisição promovida pela idolatria romana (que estranhamente e covardemente é mundialmente ignorada) e do holocausto judeu (que, mesmo diante de fotos comprovadamente reais, são tidos, por alguns, como imaginações da mente humana).
O fato é que, pela sede de poder, pela falta de vergonha em assumir os erros e pela falta de coragem de responder por eles, com meia hora de bate papo e alguns benefícios para ambos os lados, tudo acaba se tornando “páginas viradas”, de sorte que as alianças malignas e os pedidos de perdão acabam por solucionar todos os problemas (vilões viram heróis e pecadores viram santos, com direito a beatificação).
Atualmente, o contexto é completamente diferente de então e a luta da ROTA, na Segurança Pública do Estado, continua sendo contra aqueles que se levantarem contra a lei e a ordem pública vigentes no país (manipulada ou não, de direita ou de esquerda, nacional ou internacional).
É importante considerar ainda que as organizações criminosas de hoje são bem diferentes das de outrora, pois as armas e os recursos estão bem mais sofisticados (dizem, as más línguas, que tais organizações estão inclusive no poder público constituído, será verdade?).
Com todo respeito Sr. Celso, o momento parece ser exatamente o oposto à sua proposição (na carta), pois os índices de violência têm crescido vertiginosamente no país, particularmente em SP, e a população, pagadora de pesadas cargas tributárias, continua tendo necessidade premente de segurança para viver (um dever do Estado e um direito da população, independentemente do momento histórico).
Finalizando, no que se refere aos padrões morais cristãos, diante da onda liberal que invadiu a terra (liberação do aborto, defesa do homossexualismo, excessiva proteção aos menores infratores, liberação das drogas, etc.), creio que cabe aqui uma reflexão necessária nos dias de hoje: será que os filhos desta geração que optarem pela brilhante e difícil carreira policial, poderão, em um futuro bem próximo, vir a ser taxados de “filhos da ditadura”, simplesmente por que seus antepassados, na corporação policial combateram legitimamente, por exemplo, os narcotraficantes nos dias atuais?
Respeitosamente,
Marcelo Victor.

Anônimo disse...

Sr. Marcelo,quer dizer então que as centenas de pessoas inocentes assassinadas pela polícia de são paulo, são culpadas por se deixarem assassinar?Mulheres e crianças também violaram as leis?Por favor deixe de ser puxa saco!

Related Posts with Thumbnails

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

: apedrejamento ...memória não morrerá 1968 1ª Guerra Mundial 1º de maio 3º mandato 7 de setembro A Barca do Sol A Marselhesa Abap Abílio Diniz aborto Abradic Abraham Lincoln aburguesamento abuso de poder ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adolf Hitler Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves África do Sul agiotagem AGU Ahmadinejad AI-5 aiatolá Khomeini ajuste recessivo Aladino Felix Alain Tanner Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Goldman Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alckmin Aldo Rebelo alerta Alexandre Padilha Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Alvarenga e Ranchinho Alvaro Uribe Ana Luíza Anai Caproni anarquismo André Esteves André Mauro Andre Ristum André Singer Andy Warhol Angela Merkel Angelo Longaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia ano novo anos de chumbo Antônio Conselheiro Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antonio Prestes de Paula Antônio Roberto Espinosa Ao Pé do Muro Aparicio Torelly Aparício Torelly apartheid apedrejamento Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbítrio Arena Armando Monteiro arrocho fiscal Arthur José Poerner Ary Toledo asilo político Assange atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Augusto Boal Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Baia dos Porcos Baía dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Banco Santos bancos Barack Obama Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Battisti Baú do Celsão BBB beagles Benito Di Paula Benito Mussolini Bento XVI Bertold Brecht Bertold Brecht Bíblia bicicletas Biggs Bill Clinton Billy Wilder biografias não autorizadas black blocs blogue de resistência blogues BNDES Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolívia bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário bombeiros Boris Casoy boxe Bradesco Bradley Manning Brasil: Nunca Mais Brigadas Vermelhas Brilhante Ustra Bruce Lee Bund Cabo Anselmo cabo Povorelli caça às bruxas Caco Barcellos Caetano Veloso Caio Túlio Costa Câmara Federal Camboja Campo Salles Cansei Canudos Capinam capitalismo Capitão Guimarães Caravaggio Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlos Brickmann Carlos Drummond de Andrade Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carmen Lúcia carnaval Carrefour Carta Capital CartaCapital Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Casal Nardoni casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Isabella Caso Santo André cassação Cássio Castello Branco Castro Alves CBF CCC CDDPH CDHM celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso Daniel Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Russomanno censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso CGU Chael Charles Schreier Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Hebdo Che Guervara Che Guevara Chernobil Chico Buarque Chico de Assis Chico Mendes Chico Whitaker Chile China CIA Cícero Araújo cinema cinemas de bairro Cisjordânia Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Cláudio Humberto Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi Clube Militar CNJ colégios militares Colina Colômbia Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris comunismo Conare Congresso Nacional contestação Copa das Confederações Copa do Mundo Coréia do Norte Corinthians Coronel Telhada corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos cotas raciais CPEM CPI CPMF cracolândia crime contra a humanidade Criméia Almeida crise dos mísseis cubanos Cristiano Machado Cristina Kirchner Crivella Cuba Cunha Lima curandeirismo Curió CUT D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro I D.Flavio Cappio Dª Solange Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Daniel Dantas Dante de Oliveira Darcy Rodrigues David Goodis delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa deportação Desafia o Nosso Peito desemprego desigualdade econômica desigualdade social Desmond Tutu Devanir de Carvalho Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Dias Toffoli Dilma Dilma Rousseff Diógenes Carvalho Diogo Mainardi Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já dissidentes cubanos ditabranda ditadura ditadura argentina Django DOI-Codi Dolores Ibarruri dominicanos dona Solange Donald Trump Dulce Maia Dunga Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edifício Joelma Edir Macedo Ednardo D'Ávila Melo Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Gomes Eduardo Leite Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação religiosa Edward Bernstein Edward Snowden El País eleições eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 Eleonora Menicucci de Oliveira Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Eliseu de Castro Leão embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi Emílio Médici Emir Sader Enéas Carneiro ensino entulho autoritário Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Época Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Hobsbawm Ernesto Geisel Ernst Jünger Escola Base escracho escravidão Espanha espionagem espontaneísmo esporte estado Estado Islâmico Estado Novo Estatuto do Idoso estelionato ETA etanol Ethel Rosenberg EUA Eurico Gaspar Dutra eutanásia Evo Morales ex-presos políticos execuções exército extradição Fabiana Leibl Fábio Konder Comparato Fábio Konder Comparato Fabrício Chaves Facebook Falha de S. Paulo fanatismo fanatismo religioso Farc fascismo fator previdenciário Fausto De Sanctis Fausto Silva favelas FBI Federico Fellini Feira do Livro de Frankfurt Felipão Fernando Claro Fernando Collor Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo Ferreira Gullar festivais de MPB FHC FIC Fidel Castro Fiesp Filinto Muller Fino da Bossa Florestan Fernandes flotilha FMI Folha de S. Paulo Força Pública Foro de São Paulo Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francisco 1º Francisco Foot Hardman Francisco Franco Franco Nero François Mitterrand Franz Kafka Fred Vargas Fred Zinneman Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fukushima Fukuyama futebol Gabeira gabinete de crise Gabriel Chalita Gal Costa Garrincha Gastone Righi gay gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Harrison George Hilton George Orwell George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Vandré Gerlaod Alckmin Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Gianfrancesco Guarnieri Giannazi Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Giocondo Dias Giordano Bruno Giuseppe Lampedusa Glauber Rocha globalização Glória Kreinz Goethe Golbery do Couto Silva Goldman Goldstone goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo governo de união nacional Grace Mendonça Grécia Gregório Bezerra Gregório Duvivier Gregório Fortunato greve de fome greve geral de 1917 Grigori Zinoviev Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta Guerra do Vietnã Guerreiro da Utopia guerrilha guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha urbana Guilherme Boulos Guilherme Fariñas hackers Harry Shibata Heleny Guariba Hélio Bicudo Helleny Guariba Henfil Henning Boilesen Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pizzolatto Henry Sobel Heraldo Pereira Herbert Marcuse Hino da Independência Hino Nacional Hiroshima História homem novo homofobia Honduras Hugo Chávez Iara Iavelberg Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal imigração italiana imigrantes impeachment Império Romano imprensa Inconfidência Inconfidência Mineira indenizações Índia indignados Indio da Costa Índio da Costa indústria cultural Inês Etienne Romeu inflação Inquisição Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário intolerância Irã Israel IstoÉ Itália Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Martins Ivo Herzog Jacob Gorender jacobinismo Jader Barbalho Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues James Wright Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jari José Evangelista Jean Wyllys Jean-Jacques Rousseau Jean-Luc Godard Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville jesuítas Jesus Cristo Jethro Tull Jimi Hendrix Jimmy Carter Joan Baez João Amazonas João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dória Jr. João Goulart João Grandino Rodas João Paulo Cunha João Pereira Coutinho João Santana Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquin Pérez Becerra Jobim Joe Cocker Joe Hill Joe Louis Joesley Batista John Kennedy John Lennon Joice Lima Jorge Kajuru jornada de trabalho jornalismo José Campos Barreto José Eduardo Cardozo José Genoíno Jose Giovanni José Lavecchia José Maria Marin José Martí José Mujica José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli José Vicente Contatore José Wellington Diógenes Joseba Gotzon Joseíta Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes juiz Sérgio Moro julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Karl Leibknecht Karl Marx Kátia Abreu Kevin kibbutz kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri Kirk Douglas Ladislau Dowbor Laerte Braga Lamarca lavagem cerebral lavoura cafeeira Lawrence da Arábia LDO Leandro Fortes Lecy Brandão Lei Antiterrorismo Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Falcão Lênin Leon Trotsky Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélis LGBT liberdade de expressão Líbia Lilian Celiberti lio Gaspari Livro dos Heróis da Pátria Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Luciana Genro Luís Alberto de Abreu Luís Carlos Trabuco Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luiz Aparecido Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Soares Luiz Fux Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Vieira Luíza Erundina Lula luta armada luta de classes Lyndon Johnson macartismo maconha Mafia Máfia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad Mais Médicos Major Cerveira Major Curió Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin Maquiavel mar de lama maracutaia Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Márcio Thomaz Bastos Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Feliciano Marco Polo Del Nero Marcos Nunes Filho Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Margaret Thatcher Margareth Thatcher Maria Alice Setubal Maria Bethânia Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Vitória Benevides Marighella Marina Marina Silva Marinha Mário Alves Mário Faustino Mario Monicelli Mário Sérgio Conti Mario Vargas Llosa Marta Suplicy Martin Luther King Martin Scorcese marxismo Mary Shelley massacre de My Lay Massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Maurício Costa Mauricio Hernandez Norambuena Mauro Santayana Max Horkheimer MDB médicos cubanos Megaupload Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja mensalão mercantilização Michael Burawoy Michel Temer Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Miguel Arraes Mikhail Bakunin Milton Friedman Milton Nascimento Ministério dos Esportes Mino Carta mísseis cubanos Molina Dias Mônica Bergamo monopolização Monteiro Lobato Morro da Providência Mortos e Desaparecidos Políticos movimento estudantil movimento negro Movimento Passe Livre MPB MR-8 MR8 MTST Muammar Gaddafi Muhammad Ali Mundial de 2014 muro de Berlim muro de Berlin Nagasaki Nara Leão Nasser Natal Natan Donadon Náufrago da Utopia nazismo Neil Young Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet neo-pentecostais neofascismo neoliberalismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neusah Cerveira Newton Cruz Nicola Sacco Nicolau Maquiavel Nikita Kruschev Nikolai Bukharin No Nukes Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nova York O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim OAB Oban Occupy ocupação da reitoria Odebrecht Odilon Guedes odotonlogia OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olímpio Mourão Filho Olívia Byington ombudsman ONU Operação Condor Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Satiagraha Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Lovecchio Filho Orlando Yorio Orlando Zapata Os Miseráveis Osama Bin Laden Oscar Schmidt Osmir Nunes ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Pablo Escobar Pacto Hitler-Stalin país basco palestinos Palmares Pan Pão de Açúcar papa Francisco Paquistão Paraguai Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Paul Simon Paul Singer Paulinho da Força Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo de Tarso Venceslau Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Lacerda Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Teixeira Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCBR PCI PCO PDS PDT pedaladas fiscais pedofilia Pedro Pomar Pelé perseguidos políticos Pérsio Arida pesquisas de opinião Pete Townshend Petrobrás petrolão petróleo PF PFL Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd Pio XII Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos PM PMDB PNDH-3 Poder Negro Pol Pol Pot Polícia Federal politicamente correto Pôncio Pilatos Porfirio Lobo Portal da Transparência Pot pré-sal preconceito pregações golpistas Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas profissão de fé Pronatec propaganda enganosa propinoduto Protógenes Queiroz Providência PSB PSDB PSOL PSTU PT PUC pugilistas cubanos PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino queremismo quilombolas racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Randolfe Rodrigues Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Raymundo Araujo RDD Receita Federal recessão Rede Globo redemocratização reformismo refugio refúgio refundação da esquerda Reinaldo Azevedo Reino Unido Renan Calheiros renúncia repressão República de Weimar resistência retroativo retrospectiva reverendo Moon revista Piauí revolta árabe revolução revolução cubana Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Lungaretti Richard Nixon Rio de Janeiro Rio São Francisco Rio-2016 Robert Louis Stevenson Roberto Carlos Roberto Gurgel Roberto Macarini Roberto Micheletti Roberto Romano Roberto Setúbal Roberto Teixeira rock Rodrigo Janot Rodrigo Maia Roger Federer Roger Pinto Roger Waters rolezinhos Roman Polanski Romário Romeu Tuma Ronald Reagan Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rota Rubens Lemos Rubens Paiva Rui Falcão Rui Martins Sacco e Vanzetti Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Samuel Wainer Santiago Andrade Santo Dias São Francisco Sean Goldman sectarismo Seleção Brasileira Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Leone Sergio Porto Sérgio Porto Sérgio Ricardo Serra Sharon Tate Sigmund Freud Silvio Berlusconi Sílvio Frota Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar sinalizador Síndrome da China Sintusp Síria sites fascistas SNI socialismo socialismo num só país sociedade alternativa Sócrates Sofia Loren Soledad Viedma solidariedade Sônia Amorim Soninha Francine Spartacus Stalin stalinismo Stephen King STF STF. Aparício Torelly STJ STM Stroessner Stuart Angel sucessão Suely Vilela Sampaio Suzana Singer T. E. Lawrence Tancredo Neves Tarso Genro TCU. reparações teatro Teatro de Arena Tempo de Resistencia Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Teologia da Libertação Teori Zavascki terceirização Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Who Theodor Adorno Thomas Morus Thomas Piketty Three Mile Island Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tite Tom Zé Tomasso Buscetta Torquato Neto Torquemada Tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão trabalho escravo trabalho forçado traficantes tragédias transposição Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo TSE TSE. TCU underground UNE Unesco Universidade da Califórnia Universindo Dias UOL URSS usineiros USP Vannuchi VAR-Palmares Vaticano Veja vemprarua Venezuela Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vinícius de Moraes Vinícius Torres Freire violência violência policial Virgílio Gomes da Silva Vitor Nuzzi Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Lênin Vladimir Safatle VPR Walt Disney Walter Maierovitch Walter Silva Washington Olivetto Wellington Menezes western Wikileaks William Shakespeare Willy Brandt Winston Churchill Woodstock Yeda Crusius Yoani Sánchez Zé Celso Zé Dirceu Ziraldo Zumbi Zuzu Angel