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22.8.13

UNITED SHIT OF AMERICA (O MARTÍRIO DE BRADLEY MANNING)

Hoje USA deve ser lido United Shit of America
O último e único herói dos EUA, Bradley Manning, permanecerá sequestrado por, pelo menos, 11 anos e 8 meses, 1/3 da privação da liberdade que lhe será imposta, como covarde retaliação, por seus captores.

Motivo: ter agido como cidadão exemplar, ao denunciar a seu povo as aberrantes ilegalidades cometidas na surdina pelos governantes do país. O justo é exemplarmente martirizado, para que os demais temam expor as arbitrariedades e injustiças. 



O rei nunca esteve tão nu. E nunca foi tão fácil constatarmos sua nudez.

Torturas deixaram Manning em frangalhos
Minha total solidariedade à vítima de mais este linchamento com verniz legal  made in USA

Meu absoluto desprezo por seus sequestradores e pelo presidente negro que se mostra uma completa decepção, descumprindo promessas solenes como as de garantir a transparência  das atividades governamentais e desmontar o centro de torturas de Guantánamo.

Barack Obama não passa de um  pai Tomás  com visual moderninho.

8.8.13

OS 5 ANOS DE UM BLOGUE DE RESISTÊNCIA

O blogue Náufrago da Utopia completa cinco anos de existência nesta 5ª feira, 8.

No post inaugural (vide aqui), com a sinceridade habitual, eu admiti que nunca almejara ser blogueiro, mas fora uma opção alternativa quando minhas maiores metas não deslancharam:
"Em novembro/2005, ao lançar meu livro de estréia, 'Náufrago da Utopia', acreditava ter desimpedido os caminhos para meu projeto maior: propor um novo ideário para a esquerda, retomando, num contexto mais propício, as propostas neo-anarquistas da geração 68. Mas, passados dois anos e meio, nada marchou como esperava.
O 'Náufrago' não concretizou seu potencial, mantendo-se apenas como um cult para algumas dezenas de pessoas e uma referência para alunos e professores de História.
Não encontrei espaço para meu  great come back  à grande imprensa, sonho que jamais abandonei. Só que, como nunca, as tribunas estão hermeticamente fechadas para os articulistas de esquerda, salvo os que construíram sua reputação num passado distante e continuarão sendo suportados enquanto durarem, mas não substituídos.
Vai daí que a nova utopia singra os mares meio sem rumo, incapaz de encontrar seu porto seguro".
Na minha visão daquele momento, um blogue de verdade serviria para ir acumulando forças, à espera de dias melhores. O que eu tinha, O Rebate, era apenas um depósito dos textos que eu redigia semanalmente para o site coletivo homônimo. Decidi fazer as coisas direito, produzindo textos diários, para conquistar um público mais amplo e mantê-lo interessado.

O projeto acabou me encantando, pois veio ao encontro de outra antiga paixão: os circuitos marginais. Quantos esforços desenvolvemos, na década de 1970, para difundir nossas obras diretamente às pessoas, escapando do controle da indústria cultural! 

As precárias coletâneas que editávamos com tiragem de mil exemplares continuam pegando pó na minha estante, como marcos de uma fase talvez ingênua, mas muito gratificante. O que encarávamos como resistência cultural era, também, uma forma de travarmos o bom combate. Se não produziu resultados mais expressivos, ao menos ajudou-nos a manter a sanidade, durante as terríveis trevas ditatoriais.

Então, aos poucos, o blogue foi tomando forma.

De um lado, cumprindo meu dever de sobrevivente de uma guerra trágica, defendi a memória da resistência à ditadura militar e prestei tributo aos companheiros que nela lutaram, aproveitando todas as oportunidades para lembrar seus nomes e seus feitos, honrando seu sacrifício. 

Muitas informações sequer registradas em livros estão presentes no blogue, pois, mais que o antigo Repórter Esso, posso me considerar uma  testemunha ocular da História: estava no palco dos acontecimentos e os observei com os olhos do jornalista que viria a me tornar, tanto quanto com o olhar do militante em ação (para ser absolutamente sincero, eles ficaram impressos na minha memória, mas os desafios imediatos exigiam tanto de mim que  só os pude digerir, interpretar e aprofundar depois, no recesso compulsório, qual sejam as intermináveis horas que tinha para preencher nos cárceres militares, passada a fase dramática das torturas).

Também resgatei e trouxe para o blogue o melhor da minha experiência  jornalística, chegando a digitar e atualizar longos textos que escrevera profissionalmente, como o dedicado à época de ouro da MPB, tão extenso que fui obrigado a dividi-lo em cinco posts.

E, se nunca se criaram as condições para lançar meu sonhado livro teórico com mínima possibilidade de atingir um público mais amplo do que as poucas centenas de leitores que habitualmente consomem tais obras (veneno  para as livrarias) no Brasil, fui colocando no blogue, pouco a pouco, tudo que eu tinha para dizer. Talvez sejam irrelevâncias, talvez ainda venham servir para apontar caminhos às novas gerações de revolucionários. 

Mas, ao alertar para as terríveis ameaças que o capitalismo nos inflige, ao sobreviver muito além de sua  vida útil, tornando-se cada vez mais parasitário e nefasto, creio ter, pelo menos, cumprido o papel de estimular discussões extremamente necessárias. Poucos se dão conta de quão grande é o risco da  espécie humana não subsistir por mais um século, nem da premência com que precisamos agir, para salvarmos a humanidade da extinção. O meu papel eu tenho cumprido.

Finalmente, o Náufrago serviu como tribuna para as muitas lutas que tenho travado, algumas vitoriosas, outras não. Esta é a sua faceta mais conhecida, daí eu considerar dispensável estender-me no assunto. 

Basta mencionar que, além dos aproximadamente 250 diferentes textos redigidos ao longo da cruzada pela liberdade de Cesare Battisti, o blogue defendeu o ex-etarra Joseba Gotzon, vítima menor do mesmo espírito revanchista da direita européia; Julian Assange, Bradley Manning e Edward Snowden, que escancararam para o mundo a nudez do rei; a iraniana Sakineh Ashtiani, quase-vítima da intolerância medieval; o cineasta Roman Polanski, quase-vítima do moralismo mais rançoso. o movimento estudantil em geral e os universitários da USP em particular (pois submetidos a controle policial como nos piores tempos da ditadura militar); e outros humilhados e ofendidos no dia a dia brasileiro.   

Acredito que o balanço seja positivo. E peço encarecidamente aos companheiros e amigos que ajudem a difundir o acervo nele armazenado, pois não basta plantarmos as sementes, elas precisam ser irrigadas. E a colheita almejada está muito além do alcance dos meus esforços pessoais.
POSTS DA RETROSPECTIVA DOS 5 ANOS (clique p/ abrir):

3.7.13

VERGONHA!!!!!!!!!!

A notícia é da Folha de S. Paulo e tem como título Brasil ignora solicitação de asilo de delator americano.

Começa errada, pois rotular Edward Snowden de delator é alinhar-se com a infame posição do governo estadunidense, colaborando com a estigmatização de um justo.

Se um governo comete flagrantes ilegalidades, como a de espionar em massa seus próprios cidadãos, qualquer homem digno que  tome conhecimento deste delito, funcionário ou não, tem o direito e até o dever de denunciar a ilicitude. Snowden, portanto, é DENUNCIANTE, não delator. Nada fez que justificasse prisão; merecia, isto sim, medalhas, porque HERÓI ele é. 

Assim como Julian Assange e Bradley Manning também são incontestáveis HERÓIS da luta pela transparência das ações governamentais. Os três colocaram sua liberdade e sua sanidade em risco para exporem os terríveis abusos de poder cometidos por altas autoridades dos EUA. 

Quem deveria ser processado é, para começar, o diretor da Agência de Segurança Nacional dos EUA, general Keith Alexander. E todos os funcionários que obedeceram a suas ordens arbitrárias. E o próprio presidente Barack Obama, se ficar provado que teve conhecimento prévio desta arapongagem em larga escala e a autorizou.

Em fuga pelo mundo, Snowden ora se encontra num aeroporto de Moscou. A Rússia se recusa a entregá-lo aos EUA e até admite sua permanência, desde que se sujeite a uma imposição para ele inaceitável: a de nada fazer que venha a  prejudicar  o governo estadunidense. Ou seja, que aceite ser manietado em benefício da tranquilidade de terroristas de estado.

Tentando conseguir um asilo sem tal condicionante, ele mandou carta a 21 países, inclusive o nosso.

Segundo a Folha, o porta-voz do Itamaraty, Tovar Mendes declarou o seguinte:
"O Brasil não vai reagir à carta com pedido de asilo. Nem sequer considerará seu mérito, pois ele circulou em carta genérica. A concessão de asilo não é feita de modo automático. O cidadão sequer está em uma embaixada do Brasil".
Trata-se de uma repulsiva evasiva burocrática para não honrar a tradição brasileira de acolher perseguidos políticos de todos os quadrantes e de todas as ideologias. Conforme lembrou o combativo jornalista Laerte Braga, alguns dos piores vilões da extrema-direita, como George Bidault, Marcelo Caetano e Alfredo Stroessner, "foram recebidos com loas e protegidos enquanto viveram".

Para o Laerte, "a diferença entre Dilma Roussef e FHC é apenas a saia". Eu não iria tão longe, mas deixo registrada minha mais profunda indignação com esta  saída pela tangente, uma maneira enviesada de fugir às responsabilidades que nossa dignidade nacional impõe. Teremos voltado, em pleno governo do PT, a ser quintal dos EUA?!

18.8.12

DEPOIS DA 'GUERRA DA LAGOSTA', TEREMOS A 'GUERRA DA CAMISINHA'?


Eis a principal lição a tirarmos do Caso WikiLeaks (pois é disto que se trata): as forças reacionárias perderam o último resquício de compostura e estão utilizando desavergonhadamente sua indústria cultural para impingir aos cidadãos as lorotas mais inverossímeis.

Querem retaliar Julian Assange por ter divulgado cerca de 250 mil documentos secretos estadunidenses, comprovando irrefutavelmente que os EUA cometem atos ilegais e abomináveis em suas intervenções para mudar governos de nações soberanas e nas caçadas a supostos terroristas.

O responsável pelo vazamento de tais evidências de crimes --que, estes sim, deveriam estar sendo apurados para efeitos penais--, um heróico soldado e analista de inteligência do exército dos EUA chamado Bradley Manning, é submetido a rigores extremos em prisões militares.

Graças a ele, a Assange e ao WikiLeaks, o mundo ficou sabendo, p. ex., que cerca de 150 pessoas inocentes ficaram presas durante períodos variáveis (até por vários anos) no centro de torturas de Guantánamo, sem julgamento nem nada, apenas por terem a ascendência errada ou haverem sido encontradas perto do lugar errado e na hora errada, sem nenhuma evidência concreta respaldando as suspeitas de envolvimento com ações terroristas.

Numa covarde demonstração do seu poder de esmagar os desafetos, os EUA há mais de dois anos estão destruindo Manning psicologicamente.

E foi para submeter Assange ao mesmo suplício que armaram uma farsa simplesmente ridícula na Suécia, no sentido de que o porta-voz do WikiLeaks ficasse detido naquele país --o qual, cumprindo seu papel no script, aceitaria em seguida entregá-lo aos Estados Unidos, para responder a acusações bem mais graves (espionagem e que tais).

As bombásticas acusações de estupro e crime sexual se reduzem ao fato de ele ter mantido relações consentidas com duas mulheres, a camisinha haver-se rompido e Assange (segundo elas) insistido em completar o ato sem preservativo. Nem sequer utilizou a violência para impor sua vontade, já que a fulana não foi agredida.

Se episódios deste tipo fossem levados a ferro e fogo, boa parte da população masculina mundial estaria encarcerada.

E é pra lá de sintomático o fato de uma das denunciantes ter todo o perfil de tarefeira da espionagem estadunidense: Ana Ardin é cubana, anticastrista e trabalhou para ONGs financiadas pela CIA. 

Basta somarmos dois e dois para encontrarmos quatro, ou seja, concluirmos que tudo não passou de uma  armação ilimitada  envolvendo uma potência (EUA), dois países lacaios (Suécia e Reino Unido) e uma nação vergonhosamente omissa (a Austrália, que não moveu uma palha por um australiano perseguido e injustiçado).

Mais: se Assange fosse apenas um cavalheiro que prefere transar sem camisinha o Reino Unido e a Suécia fariam tamanho reboliço e se empenhariam tanto em obter sua cabeça? Nem a pau, Juvenal.

Os britânicos, simplesmente, ameaçaram cometer um ato de guerra contra o Equador, ao comunicar-lhe que cogitavam invadir a embaixada equatoriana para sequestrar Assange. Como as embaixadas são extensões do território do país, isto equivaleria  a uma invasão do Equador. É crível que fossem tão longe por uma besteirinha de alcova?

Fez-me lembrar de uma desavença entre o Brasil e a França, meio século atrás, sobre a pesca em larga escala de lagostas na plataforma continental brasileira (mais detalhes aqui). 

Um pesqueiro francês foi apresado por uma corveta brasileira e houve até mobilização militar: o presidente Charles De Gaulle enviou um navio de guerra para proteger os pesqueiros e o Brasil deslocou esquadrões de aeronaves para o litoral nordestino. Os dois lados escoravam-se em interpretações diferentes dos direitos de pesca de peixes e de crustáceos.

deixa disso! acabou prevalecendo, mas o patético da chamada  guerra da lagosta  municiou fartamente os humoristas. A melhor gozação foi esta paródia, de autoria desconhecida, da marchinha carnavalesca "Cachaça não é água":
"Você pensa que lagosta é peixe?
Lagosta não é peixe, não!
Peixe é bicho que nada,
crustáceo não nada, não!
Pode faltar tudo ao brasileiro:
arroz, feijão e pão.
Mas, a lagosta é nossa,
De Gaulle não bota a mão!

Pode mandar vaso de guerra,
disto até acho graça:
por causa da lagosta,
até eu vou sentar praça!"
 Agora, o leão desdentado ameaça travar com o Equador a  guerra da camisinha. Falta um humorista que escancare tudo que há de hilário e grotesco nas atitude britânicas.


LEIA TAMBÉM ESTES TEXTOS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
GOVERNO BRITÂNICO AMEAÇA SEQUESTRAR ASSANGE NA EMBAIXADA EQUATORIANA

USTRA ESPERNEIA, MAS CONTINUA COM O "TORTURADOR" CARIMBADO NA TESTA
O ÓBVIO ULULANTE: AS TORTURAS FORAM POLÍTICA DE ESTADO


1.5.11

O HERÓICO BRADLEY MANNING ESTÁ SOFRENDO TERRÍVEIS RETALIAÇÕES

A ISTO ficou reduzido...
Os filmecos de tribunal com que Hollywood fetichiza a justiça estadunidense são uma comprovação da frase de Joseph Goebbels, de que, de tanto se martelar uma mentira, ela acaba passando por verdade.

É claro que, em meio a centenas (quiçá milhares, incluindo os seriados de TV) de fitas medíocres e enganadoras, podemos pinçar  alguns clássicos, a cumprirem o papel de exceções que só servem para confirmar a regra. 

De pronto, lembrei-me de 12 homens e uma sentença (1957) e O Veredicto (1982), do grande Sidney Lumet; O sol é para todos (1962), de Robert Mulligan; Testemunha de Acusação (1957), de Billy Wilder; Anatomia de um crime (1959), de Otto Preminger; Julgamento em Nuremberg (1961), de Stanley Kramer; e Justiça para todos (1979), de Norman Jewison.

Acrescentados os que não me tenham ocorrido, os salvos do incêndio deverão totalizar uma dezena, no máximo duas. O resto não passa de tralha cinematográfica mesmerizante.

Eu era muito jovem quando, lendo A tragédia de Sacco e Vanzetti (1953), de Howard Fast, cai na real: o grotesco linchamento com tinturas legais dos dois anarquistas italianos era a realidade; e a infabilidade das sentenças estadunidenses, na qual seriados como Perry Mason tanto nos queriam fazer crer, não passava de  piada de mau gosto.

...este saudável soldado de 23 anos.
Depois, ao longo da minha vida adulta, fui tomando conhecimento de muitos outros exemplos, com destaque para as aberrações jurídicas do macartismo e para o premeditado assassinato de dois pobres  laranjas  (o casal Rosenberg) como bodes expiatórios de um delito cujos principais responsáveis só poderiam ser cientistas.

A partir do atentado contra o WTC, multiplicaram-se as arbitrariedades contra os acusados que os EUA despejaram no centro de torturas de Guantánamo, para tratá-los como animais longe das vistas de seus respeitáveis cidadãos.

Graças ao heróico soldado Bradley Manning, que forneceu ao Wikileaks as provas dos podres, o mundo ficou sabendo, p. ex., que cerca de 150 pessoas inocentes ficaram presas durante períodos variáveis (até por vários anos) em Guantánamo, sem julgamento nem nada, apenas por terem a ascendência errada ou haverem sido encontradas perto do lugar errado e na hora errada, sem nenhum motivo concreto respaldando as suspeitas de envolvimento com ações terroristas.

É a razão de estado falando mais alto do que a justiça e os direitos humanos -- exatamente a acusação que os EUA sempre fizeram aos países do chamado  socialismo real. Nada como um dia depois do outro.

O CALVÁRIO DE MANNING 
COMPLETARÁ UM ANO NESTE MÊS

E, por haver escancarado a nudez do rei, o próprio Manning está sofrendo terríveis retaliações -- como, aliás, sempre aconteceu nas ditaduras apoiadas pelos EUA no mundo inteiro. O serviço sujo volta a ser feito também em casa.

É esta a face que o império mostra para os que ousam confrontá-lo ou atingir seus interesses; o dr. Jekyll não precisa de poção nenhuma para virar mr. Hyde.

Porque, na verdade, é monstruoso em sua essência e benigno apenas na aparência forjada e impingida pela indústria cultural.

Estes trechos de uma notícia deste domingo (1º), que Andrea Murta enviou de Washington, dão uma boa idéia da malignidade do monstro:
Sim, agora que a eleição passou, ele pode...
dar uma banana para os direitos humanos
"Durante o tempo encarcerado, Manning, 23, foi submetido ao que seus defensores classificam como punição extrema pré-julgamento.
O soldado ainda não teve sua primeira audiência, agendada para ocorrer em junho e ficou confinado em solitárias, sem exposição à interação humana, a exercícios e à luz do sol.

Na semana passada, ele finalmente foi transferido para uma prisão no Kansas, onde poderá conviver com outras pessoas.

...segundo o 'Free Bradley Manning', uma rede de apoio que paga a defesa do soldado, há várias razões para maus-tratos.

A primeira seria que os militares sabem que o caso contra Bradley não é tão forte quanto anunciam e, caso ele seja inocentado, querem garantir alguma punição que sirva de  alerta  a outros no futuro', disse (...) Jeff Paterson, porta-voz do grupo.

O ex-porta-voz do Departamento de Estado PJ Crowley (...) disse que o tratamento dado a Manning é 'ridículo, contraproducente e estúpido'. Ele renunciou pouco depois.

O presidente [Obama] também sofreu o constrangimento de ver um ex-professor assinar um manifesto de juristas criticando as condições da detenção. Um representante da ONU foi outro a protestar.

Paterson diz que o soldado já não é o mesmo. 'Quando recebe visitas, leva um tempo até que a parte do cérebro ligada à interação social volte ao normal e ele se lembre de como conversar. Isso não faz mais parte de sua rotina.'"
O martírio do último herói estadunidense está prestes a completar um ano. Para quem quiser saber o que ele sofreu durante os (felizmente findos!) 11 meses de detenção no DOI-Codi... quer dizer, numa base dos fuzileiros navais na Virgínia, recomendo a leitura de A prisão infernal de Bradley Manning.
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